domingo, 25 de julho de 2010

Inquietos.

É tudo verdade sobre o imponderável.

Por mais podre que tudo seja, aqui não há quem guarde tamanha dor pra si, pra morrer aos poucos. Aqui não há quem abaixe a cabeça para os abusos e as ofensas de quem, lá de fora, pensa que aguenta o tranco.
Não há entre nós quem aceite o suborno, quem se cale perante a injustiça ou se controle num momento dito solene por regra ou de qualquer natureza tão mediocremente humana. Ninguém aqui se opõe à revolução. Somos todos nós, os donos da rebeldia.
É nosso o arsenal das armas que quebram as correntes das regras de um século atrás pra abrir caminho, pra ampliar os campos. Pra que todos nós possamos olhar pra trás, arrepiar ao ver o que conquistamos, e em seguida correr adiante novamente. Nós não sossegamos. Não temos semana, muito menos o fim dela. Não temos horários, não temos sono regular e não temos meio-amigos.
Aqui não há quem não queira saber mais, beber mais, sorrir mais, viver mais. Não há aqui quem não saiba amar sem quebrar os limites a cada nova paixão.
Não há aqui sangue que não ferva pela vontade de continuar. Mesmo que os tempos sejam ruins, ora, sempre foram, afinal. Ninguém vence nesse terreno, essa guerra não é ganhável porque ela não tem fim.
Nós queremos o calor da batalha.
Nossa felicidade está em correr, em brigar, em trombar de frente com a vida, cair, respirar fundo e levantar de novo pra tentar outra vez.

''Para os tais desse mundo de normais
a vida é andar em corda bamba.
Mas para aqueles de extremos
a corda é arame farpado.''