quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

e digo mais.

Obrigado por todos os dias de luz jogados fora. Ou por todos os dias de chuva em que eu não pude parar pra relaxar.
Obrigado por quantas ofensas mais eu pude juntar, sendo tantas que eu nem posso me lembrar.
Obrigado por esse amor e esses amores mal amados, desgraçados, encravados, feito correntes mal quebradas. Feito correntes, correntes essas que você mesmo devia carregar. Mas nunca carrega.

Obrigado por alguns amigos, até mesmo por aqueles que você levou embora.
Obrigado pelos laços de sangue, as amizades, as promessas e os pactos, todos quebrados.
Pelo tempo, maldito tempo, bem ou mal aproveitado.
Obrigado pelas facilmente contáveis vezes em que arrepiei de empolgação com a tua magia.

Obrigado, mas cansei.
Das tuas voltas, cansei de tentar te alcançar nessa corrida infernal.
Obrigado pelos dias em que eu tentei te alcançar. Aprendi.
Cansei da velocidade da tua mudança, da inconstância dos teus fatos.

Cansei de como somos sempre pisados, de como nosso corpo e alma são humilhados.
Cansei de perder meu sono na preocupação com o amor que, pra existir, tem que destruir uma amizade.
Das tuas relações, mundo.
Obrigado por me ensinar a mais importante lição. Não tentar te seguir, não tentar acompanhar teu fluxo.


Obrigado por essa revolta que queima até os ossos, porque é com ela que se vai em frente.
Obrigado por tudo, e por nada, mundo, moinho, desgraça.