
domingo, 22 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
"astronauta, tá sentindo falta da Terra? que falta essa Terra te faz? a gente aqui em baixo continua em guerra, olhando aí pro alto implorando por paz... e você, observando tudo à distancia, observando como é grande a nossa ignorancia, como a nossa vida é mesquinha... e você, com todo esse espaço ai em cima querendo voltar aqui pro chão. é tanto progresso que eu pareço criança... essa vida de internauta me cansa! ah não meu irmão, qual é a tua? que bicho te mordeu ai na lua? eu vou pro mundo da lua que é feito um motel, aonde os deuses de deusas, se abraçam e beijam no céu."
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
My fuck*ng God
Ia escrever um texto enorme desabafando sozinha as minhas mudanças em relação a fé, Deus, espiritualidade... Mas na verdade tudo que realmente importa é que eu tenho um Deus totalmente diferente do vosso. Meu Deus é amigo, camarada, paciente e um belíssimo professor... Ele não cobra meu dizimo, não diz que me fará voltar mil vezes a Terra se eu pecar, não fica chateado quando eu falo palavrões. Ele é um paizão, me faz pensar mil vezes antes de agir, e escuta todas as minhas lamurias quando há algo errado... Nunca me faz cometer o mesmo erro - mais de duas vezes.terça-feira, 10 de março de 2009
10/03

O Alquimista pegou num livro que alguém na caravana tinha trazido. O
volume estava sem capa, mas conseguiu identificar o seu autor: Oscar Wilde.
Enquanto folheava as suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso.
O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que
todos os dias ia contemplar a sua própria beleza num lago. Estava tão
fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.
Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história. Ele dizia
que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades — deusas do bosque — e
viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de
lágrimas salgadas.
— Por que choras? — perguntaram as Oréiades.
— Choro por Narciso — disse o lago.
— Ah, não nos espanta que chores por Narciso — continuaram elas.
— Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo
bosque, tu eras o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto a
sua beleza.
— Mas Narciso era belo? — perguntou o lago.
Quem mais do que tu poderia saber disso? — responderam, surpresas, as
Oréiades. — Afinal de contas, era nas tuas margens que ele se debruçava
todos os dias.
O lago ficou algum tempo silencioso. Por fim, disse:
— Eu choro por Narciso, mas nunca tinha percebido que Narciso era
belo, choro por Narciso, porque todas as vezes que ele se debruçava sobre as
minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria
beleza reflectida.
– Que bela história – disse o Alquimista.
volume estava sem capa, mas conseguiu identificar o seu autor: Oscar Wilde.
Enquanto folheava as suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso.
O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que
todos os dias ia contemplar a sua própria beleza num lago. Estava tão
fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.
Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história. Ele dizia
que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades — deusas do bosque — e
viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de
lágrimas salgadas.
— Por que choras? — perguntaram as Oréiades.
— Choro por Narciso — disse o lago.
— Ah, não nos espanta que chores por Narciso — continuaram elas.
— Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo
bosque, tu eras o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto a
sua beleza.
— Mas Narciso era belo? — perguntou o lago.
Quem mais do que tu poderia saber disso? — responderam, surpresas, as
Oréiades. — Afinal de contas, era nas tuas margens que ele se debruçava
todos os dias.
O lago ficou algum tempo silencioso. Por fim, disse:
— Eu choro por Narciso, mas nunca tinha percebido que Narciso era
belo, choro por Narciso, porque todas as vezes que ele se debruçava sobre as
minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria
beleza reflectida.
– Que bela história – disse o Alquimista.
Prologo - O Alquimista - Paulo Coelho
segunda-feira, 9 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
I'm feeling supersonic. Give me gin and tonic.
sexta-feira, 6 de março de 2009
COFFEE SHOP
E nada era mais intenso que aquelas xícaras de leite, três xícaras de leite, duas com café, som de cheiro no ar. Quando a brisa passada por entre os cabelos e os ouvidos estremeciam-se, nada era mais interessante que a vista se olhada de fora. Fizeram de maneira diferente dessa vez, sonharam e acordaram, decidiram pensar simultaneamente. Não se paga solidão com atenção, não se desculpa através de atenção, não se retribui o que é irretribuível. Não se cura o que não é doença. Não sechora quando admira um Joan Miró emoldurado por rachaduras umidecidas e decaidas. Três xícaras de leite, duas com café, café com leite. Duas completas, uma necessitada. a repartição mostrava 11 vidros, as cadeiras frente a frente mostravam-se uns aos outros. Não faziam de mente a idéia de algo mais bonito que a vista pela sacada, nada era mais intenso que a vista do subúrbio de Londres em dias de outono.Um poço de cólera moral corroía as entranhas de ambos, juntos ficariam puros.ZapzChapzZapzChapZapzChapz... Um som frio e fino, um som branco que simulava a violência quando o coração era dividido ao meio. Já não olhavam com os mesmos olhos, já não beijavam. As flores faziam o papel do gozo entre duas almas que gozavam por meio de flores. Tocavam as duas xícaras completas, lamentavam a xícara de café, que incompleta seguia uma tarde fria no subúrbio de Londres por onde passavam gatos e homens vestidos com chapeis brancos, ou brancos chapeis. ChapChapChapChap, homens calçando brancos sapatos de couro limpo, ChapChapChapChap. Arrastavam os pés por entre o tapete felpudo que não era Persa, combinavam as mãos por entre a toalha que não era Persa, e nem poderia.Três xícaras, duas completas, leite, três xícaras de leite, café com leite. GlabGlabGlabGlab, uma xícara de café incompleto, uma xícara de café e café.Duas cadeiras sozinhas separadas por um abismo de mesa, uma xicara de café incompleta e sozinha.
quinta-feira, 5 de março de 2009
"Mulheres pensam com os ovários. Homens não tem ovários. Logo, não pensam."

sei lá, mas depois que eu acordei hoje a tarde me peguei pensando: por que todos acham que uma mulher bonita, é uma mulher burra? não que eu esteja me exemplificando, mas é sempre assim.. além do mais, eu não me acho uma mulher, muito menos bonita; sempre quero melhorar, e acho que isso não é bom.
quando olham uma pessoa com um corpão legal, um cabelo longo e liso, sempre acham que é "mais uma", e não é assim. eu mesma sou assim, em grande parte das vezes... vejo uma mulher bonita, com uma calça agarrada, blusa decotada, cabelo liso e longo, pulseiras e brincos enormes e penso "mais uma machista idiota"... preciso me corrigir, provavelmente não é assim.
é que o meio me fez assim - nos fez assim - e algumas vezes eu mesma, (falo de mim por que tenho domínio sobre isso e odeio falar de algo desconhecido) tenho vontade de parecer meio "feia/desarrumada" para não ser confundida com essas moças que gostam de um funque, pagode, vitor e léo... pois bem, isso não é eficaz. a mulher bonita e inteligente sempre acaba prejudicada em meio a essa minha atitude - ou nossa atitude - e não queria que fosse tida dessa maneira. muitas agem com autonomia, e isso é fantástico.
falo que ser bonita e ter cérebro ativo é possível pois conheço alguns nomes como: Patricia Rheder Galvão, Marcia Tiburi, Agyness Deyn, Angelina Jolie, Gisele Bundchen, Betty Lago, e entre outras.
(frase titulo: Marcia Tiburi - Saia Justa 04/03/09)
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