Como se não bastasse um dia cheio, informações excessivas - em grande parte inúteis - ainda me querem cobrar horas de atenção, desafabo... Não sei todos os outros humanos do mundo, mas eu, Andrezza, só tenho a plena vontade de chegar em casa, assistir qualquer porcaria na TV, escrever algo, ler um livro comercial e tomar um café. É difícil querer isso? Manter individualidade, sem ouvir os problemas alheios, reclamações diárias e qualquer transtorno. Tenho muitos problemas, febres nervosas; nunca espalho aos quatro cantos. embora tenha vontade.terça-feira, 24 de março de 2009
COMPLEXO DE GRETA GARBO: QUERO FICAR SOZINHA!
Como se não bastasse um dia cheio, informações excessivas - em grande parte inúteis - ainda me querem cobrar horas de atenção, desafabo... Não sei todos os outros humanos do mundo, mas eu, Andrezza, só tenho a plena vontade de chegar em casa, assistir qualquer porcaria na TV, escrever algo, ler um livro comercial e tomar um café. É difícil querer isso? Manter individualidade, sem ouvir os problemas alheios, reclamações diárias e qualquer transtorno. Tenho muitos problemas, febres nervosas; nunca espalho aos quatro cantos. embora tenha vontade.segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009

O ideal da família burguesa ainda não condiz com o pensamento que eu tenho em relação a vida e felicidade. "Estude. Leia. Trabalhe. Projete. Faça. Olhe. Coma. Beba. ORGANIZE-SE." Qual é o grande tratado quando não precisamos - ou queremos - viver conforme as regras sociais que habitam no cotidiano de todos nós? Amor autruista de pai para filho. Bondade genuína de homem com o meio. Felicidade ao ter casa, comida e roupa lavada. São parâmetros distintos, invasivos e invisíveis ao ponto de vista de quem olha sensatamente. Crianças africanas, "flanelinhas" brasileiros, fome ao redor do mundo. A única certeza aparente é a ignorância de nosso meio.
Crianças de rua vêem o mundo de outra forma. Diz-se para olharmos a nossa volta, enxergar a necessidade do próximo, mas ao mesmo tempo ainda se é feliz vendo as dificuldades encontradas por semelhantes ao nosso lado. Exclama-se absurdo a relação sexual para um menino de 12 anos. Nada é absurdo: um menino pobre, sem "estrutura familiar" não é capaz de carregar consigo a ilusão de família feliz, onde só é pleno o cidadão que constitui uma casa com filhos, mulher e marido.
Os ciclos afetivos tem sido demarcados a partir de sentimentos pré-estabelecidos pela mãe quando a criança ainda é um feto. A necessidade de controle em relação ao outro deixou-nos assim, andróides que amam tudo e a todos, respeitam, convivem. Estamos todos pirando no século XXI... E qual é o motivo?
Crianças de rua vêem o mundo de outra forma. Diz-se para olharmos a nossa volta, enxergar a necessidade do próximo, mas ao mesmo tempo ainda se é feliz vendo as dificuldades encontradas por semelhantes ao nosso lado. Exclama-se absurdo a relação sexual para um menino de 12 anos. Nada é absurdo: um menino pobre, sem "estrutura familiar" não é capaz de carregar consigo a ilusão de família feliz, onde só é pleno o cidadão que constitui uma casa com filhos, mulher e marido.
Os ciclos afetivos tem sido demarcados a partir de sentimentos pré-estabelecidos pela mãe quando a criança ainda é um feto. A necessidade de controle em relação ao outro deixou-nos assim, andróides que amam tudo e a todos, respeitam, convivem. Estamos todos pirando no século XXI... E qual é o motivo?
quinta-feira, 19 de março de 2009
quarta-feira, 18 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
"astronauta, tá sentindo falta da Terra? que falta essa Terra te faz? a gente aqui em baixo continua em guerra, olhando aí pro alto implorando por paz... e você, observando tudo à distancia, observando como é grande a nossa ignorancia, como a nossa vida é mesquinha... e você, com todo esse espaço ai em cima querendo voltar aqui pro chão. é tanto progresso que eu pareço criança... essa vida de internauta me cansa! ah não meu irmão, qual é a tua? que bicho te mordeu ai na lua? eu vou pro mundo da lua que é feito um motel, aonde os deuses de deusas, se abraçam e beijam no céu."
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
My fuck*ng God
Ia escrever um texto enorme desabafando sozinha as minhas mudanças em relação a fé, Deus, espiritualidade... Mas na verdade tudo que realmente importa é que eu tenho um Deus totalmente diferente do vosso. Meu Deus é amigo, camarada, paciente e um belíssimo professor... Ele não cobra meu dizimo, não diz que me fará voltar mil vezes a Terra se eu pecar, não fica chateado quando eu falo palavrões. Ele é um paizão, me faz pensar mil vezes antes de agir, e escuta todas as minhas lamurias quando há algo errado... Nunca me faz cometer o mesmo erro - mais de duas vezes.terça-feira, 10 de março de 2009
10/03

O Alquimista pegou num livro que alguém na caravana tinha trazido. O
volume estava sem capa, mas conseguiu identificar o seu autor: Oscar Wilde.
Enquanto folheava as suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso.
O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que
todos os dias ia contemplar a sua própria beleza num lago. Estava tão
fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.
Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história. Ele dizia
que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades — deusas do bosque — e
viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de
lágrimas salgadas.
— Por que choras? — perguntaram as Oréiades.
— Choro por Narciso — disse o lago.
— Ah, não nos espanta que chores por Narciso — continuaram elas.
— Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo
bosque, tu eras o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto a
sua beleza.
— Mas Narciso era belo? — perguntou o lago.
Quem mais do que tu poderia saber disso? — responderam, surpresas, as
Oréiades. — Afinal de contas, era nas tuas margens que ele se debruçava
todos os dias.
O lago ficou algum tempo silencioso. Por fim, disse:
— Eu choro por Narciso, mas nunca tinha percebido que Narciso era
belo, choro por Narciso, porque todas as vezes que ele se debruçava sobre as
minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria
beleza reflectida.
– Que bela história – disse o Alquimista.
volume estava sem capa, mas conseguiu identificar o seu autor: Oscar Wilde.
Enquanto folheava as suas páginas, encontrou uma história sobre Narciso.
O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um belo rapaz que
todos os dias ia contemplar a sua própria beleza num lago. Estava tão
fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.
Mas não era assim que Oscar Wilde acabava a história. Ele dizia
que quando Narciso morreu, vieram as Oréiades — deusas do bosque — e
viram o lago transformado, de um lago de água doce, num cântaro de
lágrimas salgadas.
— Por que choras? — perguntaram as Oréiades.
— Choro por Narciso — disse o lago.
— Ah, não nos espanta que chores por Narciso — continuaram elas.
— Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo
bosque, tu eras o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto a
sua beleza.
— Mas Narciso era belo? — perguntou o lago.
Quem mais do que tu poderia saber disso? — responderam, surpresas, as
Oréiades. — Afinal de contas, era nas tuas margens que ele se debruçava
todos os dias.
O lago ficou algum tempo silencioso. Por fim, disse:
— Eu choro por Narciso, mas nunca tinha percebido que Narciso era
belo, choro por Narciso, porque todas as vezes que ele se debruçava sobre as
minhas margens eu podia ver, no fundo dos seus olhos, a minha própria
beleza reflectida.
– Que bela história – disse o Alquimista.
Prologo - O Alquimista - Paulo Coelho
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