Cartas brancas à minha Bela Dama - Parte 1
Lembro-me de ainda menino passar pela rua Haddock Lobo e perguntar-me qual o mal cometido por aquela criatura. Jamais viria algo escabroso a tal ponto contrastando com a realidade vivida em minha casa.
Eu, como todo bom garoto burguês, imaginava-me a margem daquela situação; as vezes dava-lhe moedas, as vezes um sorriso solidário. Me apercebia de que meu pai fazia todos os esforços para poupar-me de tal atitude.
Hoje, tive algumas noticias que me fizeram pensar em qual situação seria mais humilhante. Para aquela a quem entreguei minha vida, recebi a divisão de seu corpo com um sujeito que talvez fosse mais capaz. Qual o papel mais insólito? Eu que passo pelas graças de amigos e desconhecidos, ou minha bela dama?
quarta-feira, 1 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
"Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita LeeA tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes"
SAMPA - CAETANO VELOSO
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
Ainda não havia para mim Rita LeeA tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes"
SAMPA - CAETANO VELOSO
sábado, 28 de março de 2009
"é isso aí, como a gente achou que ia ser..."
já faz um tempo que conseguimos perceber que somos pessoas, dotadas de sentimentos, vontades, aflições, alegrias... ainda que tenhamos predominantemente a incrível capacidade de camuflar sentimentos, somos atraídos pelo mesmo pensamento. não restam duvidas de que não temos uma duvida sequer. apenas ocorre como algumas coisas da vida, nascemos com uma certeza que prevalecerá até o dia em que ficaremos cara a cara com toda essa verdade.
talvez eu nunca tenha sentido saudade de alguém... eu confesso, eu não deu a mínima para certos laços afetivos. achava que saudade era aquilo que passava por entre fluidos toda vez que lembrava de um amigo; a minha concepção de saudades acabou de mudar, quando apareceram em meus olhos toda a vontade de ter um abraço forte, que nunca tive antes.
não me importa estar a órbitas distante, eu "não consigo parar de te olhar", mesmo daqui.
e tal é a minha ironia, não poder ter total controle sobre o objeto amado... esse é o sabor do amor.
"é isso aí, um vendedor de flores, ensina seus filhos a escolher seus amores (...) a vida sempre continua."
quarta-feira, 25 de março de 2009
eu tô morrendo de saudades dos meus amigos da outra escola. lembro deles todos os dias, e sinto vontade de voltar as vezes. tô muito feliz no são mateus, mas sei lá. eu amo o felipe... amo o vitor, pedro, ivã... tenho vontade de falar com a maymay e lariquits... ano passado foi muito bom, por isso. valeu a pena me foder com as notas, ao lado deles. HAHAHAHAHAHAps: não interessa pqe é a foto da Brit, ela é nossa musa.. ahhhhhhhh eles entendem!
terça-feira, 24 de março de 2009
COMPLEXO DE GRETA GARBO: QUERO FICAR SOZINHA!
Como se não bastasse um dia cheio, informações excessivas - em grande parte inúteis - ainda me querem cobrar horas de atenção, desafabo... Não sei todos os outros humanos do mundo, mas eu, Andrezza, só tenho a plena vontade de chegar em casa, assistir qualquer porcaria na TV, escrever algo, ler um livro comercial e tomar um café. É difícil querer isso? Manter individualidade, sem ouvir os problemas alheios, reclamações diárias e qualquer transtorno. Tenho muitos problemas, febres nervosas; nunca espalho aos quatro cantos. embora tenha vontade.
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