quarta-feira, 27 de maio de 2009
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, de Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud. E o Eduardo gostava de novela, e jogava futebol-de-botão com seu avô... Ela falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação. E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema,clube, televisão..."
terça-feira, 26 de maio de 2009
"Sabe de uma coisa Seu... Vou lhe jogar no meu baú, vivo e mágico com as coisas boas que tem lá. Os meus desenhos herméticos, as palavras de Da Lai Lama. Quem sabe você adora, quem sabe se transformará. Meu bauzinho de memória... Os meus livrinhos de receita... Quem sabe se sensibiliza, quem sabe se transformará."
- Baú, de Vanessa da Mata.
- Baú, de Vanessa da Mata.
tema: a busca da felicidade humana.
de que interessa, isso não importa a mim ou a você. como se fizesse diferença em algum momento. ou em algum momento fará (?)
"esse pequeno e seleto grupo de pessoas age de maneira sensata e autonoma perante todos os seus atos - ou quase todos. Ao contrario da sociedade hipócrita, que vê a felicidade em objetos visualmente deslumbrantes, aprenderam a não aceitar qualquer verdade como absoluta, nem mesmo o conceito de felicidade.
Somos postos a prova todos os dias e todas as horas, um fato que mostra a impossibilidade de adquirir-mos a felicidade genuína propriamente dita. Somos reprovados pelas pessoas que nos cercam: quem mais amamos, geralmente, são as pessoas que mais nos magoam, privando-nos de obter o dom mais sublime da natureza humana: a felicidade."
de que interessa, isso não importa a mim ou a você. como se fizesse diferença em algum momento. ou em algum momento fará (?)
"esse pequeno e seleto grupo de pessoas age de maneira sensata e autonoma perante todos os seus atos - ou quase todos. Ao contrario da sociedade hipócrita, que vê a felicidade em objetos visualmente deslumbrantes, aprenderam a não aceitar qualquer verdade como absoluta, nem mesmo o conceito de felicidade.
Somos postos a prova todos os dias e todas as horas, um fato que mostra a impossibilidade de adquirir-mos a felicidade genuína propriamente dita. Somos reprovados pelas pessoas que nos cercam: quem mais amamos, geralmente, são as pessoas que mais nos magoam, privando-nos de obter o dom mais sublime da natureza humana: a felicidade."
domingo, 17 de maio de 2009
tem dias que a gente é assim.
ouvimos que tudo vai passar e vai melhorar, afinal, os passos difíceis da vida acontecem com todos. isso não me conforta, me desculpe. prefiro ouvir que só acontece comigo, pois um problema é mais fácil de se resolver do que um milhão.
(adoro palavrões, vai tomar do cu, bem no meio do seu cu.)
ouvimos que tudo vai passar e vai melhorar, afinal, os passos difíceis da vida acontecem com todos. isso não me conforta, me desculpe. prefiro ouvir que só acontece comigo, pois um problema é mais fácil de se resolver do que um milhão.
(adoro palavrões, vai tomar do cu, bem no meio do seu cu.)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Amou daquela vez como se fosse a última/Beijou sua mulher como se fosse a última/E cada filho seu como se fosse o único/E atravessou a rua com seu passo tímido/Subiu a construção como se fosse máquina/Ergueu no patamar quatro paredes sólidas/Tijolo com tijolo num desenho mágico/Seus olhos embotados de cimento e lágrima/Sentou pra descansar como se fosse sábado/Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe/Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago/Dançou e gargalhou como se ouvisse música/E tropeçou no céu como se fosse um bêbado/E flutuou no ar como se fosse um pássaro/E se acabou no chão feito um pacote flácido/Agonizou no meio do passeio público/Morreu na contramão atrapalhando o tráfego/Amou daquela vez como se fosse o último/Beijou sua mulher como se fosse a única/E cada filho como se fosse o pródigo/E atravessou a rua com seu passo bêbado/Subiu a construção como se fosse sólido/Ergueu no patamar quatro paredes mágicas/Tijolo com tijolo num desenho lógico/Seus olhos embotados de cimento e tráfego/Sentou pra descansar como se fosse um príncipe/Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo/Bebeu e soluçou como se fosse máquina/Dançou e gargalhou como se fosse o próximo/E tropeçou no céu como se ouvisse música/E flutuou no ar como se fosse sábado/E se acabou no chão feito um pacote tímido/Agonizou no meio do passeio náufrago/Morreu na contramão atrapalhando o público/Amou daquela vez como se fosse máquina/Beijou sua mulher como se fosse lógico/Ergueu no patamar quatro paredes flácidas/Sentou pra descansar como se fosse um pássaro/E flutuou no ar como se fosse um príncipe/E se acabou no chão feito um pacote bêbado/Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado/Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir/A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir/Por me deixar respirar, por me deixar existir/Deus lhe paguePela cachaça de graça que a gente tem que engolir/Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir/Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair/Deus lhe pague/Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir/E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir/E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir/Deus lhe pague.
Construção, de Chico Buarque
Construção, de Chico Buarque
domingo, 10 de maio de 2009
não há nada que goste mais do que viajar e ver as montanhas a cerca da serra gelada.
nada mais do que sentir o frio da barriga que esta apaixonada.
esperando para ver o amor distante... sentindo a limpeza do corpo cheiroso.
os cabelos por entre a janela, e o ursinho de pelúcia no chão.
não há nada que eu goste mais...
nada além de um papel e um lápis afiado.
fones do ouvido e um amor viajado.
nada mais do que sentir o frio da barriga que esta apaixonada.
esperando para ver o amor distante... sentindo a limpeza do corpo cheiroso.
os cabelos por entre a janela, e o ursinho de pelúcia no chão.
não há nada que eu goste mais...
nada além de um papel e um lápis afiado.
fones do ouvido e um amor viajado.
sábado, 9 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
"Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Pra essa moça me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira,
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu...
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu."
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Pra essa moça me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira,
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu...
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu."
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Poemeto Erótico
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia da água e da chama...
A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
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