domingo, 11 de outubro de 2009

OS NORMAIS 2, DE JOSÉ ALVARENGA JR.

roteiro de fernanda young (como se isso fosse novidade, HAHIAOAI)
é, realmente foi a noite mais maluca de todas, mas eu prefiro o primeiro filme...
"Surround me with your love
Understand me I need you now
Surround me with your words
Understand me I need your love"

a gente ama e fica assim, bobo.
se eu te tivesse ao meu lado nada seria irrevogavelmente necessário.
eu não exigiria mais palavras, não condicionaria questões, nem pensaria em absurdos.
as contas não seriam problemas, o sol me faria feliz, e o transito serviria para eu pensar em nós, apenas.
a minha felicidade não depende da sua; a minha felicidade depende de estarmos juntos. fisicamente...
eu quereria três ou quatro livros, um anturio e uma xícara de chá. não procuraria mais o amor nos filmes: eu teria a vivência do que é o verdadeiro amor. largaria o cigarro, o hype, os palavroes. se você estivesse ao meu lado...
existe uma lacuna enorme, que talvez nunca será preenchida; mas eu só te queria ao meu lado.

existem mil pessoas que te fariam feliz, mas eu lembro de você o tempo todo. eu sei do que você gosta, quem você ama, o que você veste... sei a musica que você adora e eu também. eu sei o lugar que você adora e eu também. só falta darmos as mãos.
os amigos seriam os mesmos, e os teríamos incomum... falaríamos de tudo, trocaríamos olhares e confidência que jamais contaríamos a alguém sem ser um ao outro. você seria a minha maior riqueza.
só existe você pra mim...
nós somos dois iguais, não precisamos provar nada a ninguém.
nós somos dois iguais e seriamos perfeitos juntos. somente lado a lado.

'Cause, I think I'm goin' blind and I know how it's to be...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Esse súbito não ter
Esse estúpido querer
Que me leva a duvidar
Quando eu devia crer.

Esse sentir-se cair
Quando não existe lugar
Aonde se possa ir.

Esse pegar ou largar
Essa poesia vulgar
Que não me deixa mentir.

- paulo leminski
fiquei em choque, ainda tô em choque..
go, polanski!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

não me tragam problemas alheios. tamanha é a minha inutilidade que eu mal posso lidar com os meus.

tudo aquilo que eu precisaria na reta final de uma etapa decisiva eu estou abdicando ou estão me roubando. roubaram meus sonhos e jogaram ao vento. eles espalharam-se de tal forma, que hoje, não consigo sintetiza-los nem em pensamento.
a vida me deu golpes baixos, cortou o meu rosto com pedras duras e riu de mim. não movi um dedo para que isso mudasse, afinal, me foi passado que o tempo era "o senhor absoluto de tudo". o tempo me ignorou ou esqueceu de mim. resolveu várias existências e, a minha, deixou apagada. ele não me pegou pela mão e mostrou o caminho menos sinuoso: fez questão de me testar. me deu um tiro na testa e acho que isso me deixou mais sábia.
não há apoio de gente. gente que é gente, é por natureza, ruim; masoquista. tudo bem... não se pode apostar no incerto... não há total confiança para isso.
todas as ideias que expurgam da minha mente estão tendo aproveitamento nulo. é como se escorressem pelo corpo e caíssem de imediato no ralo. depois disso, é impossível saber o destino do meu tesouro.
já busquei fontes alternativas. experiementei drogas, joguei cartas, tomei chás. li, escrevi, assisti. parecia em vão. não era, mas até agora parece.

a minha vida dava um filme. aliás, eu sou um filme.
eu sou uma mentira. uma mentira que ainda não acabou, porém, não será longa: ou a verdade surgirá, ou o fim estará exposto - vai bastar querer ver.

uma parte de mim é aquilo que eu quero que seja - pequena.
a outra é aquilo que as pessoas enxergam. todas tolas.
elas simplesmente, não enxergam!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

eu sai ao sol, pupilas dilatadas e dores. andei alguns quarteirões e encostei no ponto. esperava há mais de cinco minutos e a senhora escorou em meu braço. sentou-se.
olhou para mim, falou causos sobre o marido - o primeiro, o segundo, o terceiro marido. dissera que vivera uma vida de majestade até vinte e três anos atrás. roubaram-na tudo. o governo viria a tentar solucionar o problema, mas já passava tempo demais e a velha estava desesperançosa.
a velha cheirava bem; cheirava a velho. o lixo ao lado da velha cheirava mal. a negra sentou-se daquele lado, e cedi meu lugar para que ela não sofresse com o odor medonho que vazava do xorume.
levantei-me junto as outras quatro mulheres que esperavam o ônibus junto a mim. subimos, e o motorista errou o troco. eu estava cansada e decidi sentar-me e não questiona-lo por dez centavos a menos.
o ônibus para, vidas entram, vidas saem.
mais hora, a gorda esquisita sentou-se ao meu lado. desejava te-la longe o mais rápido possível. sentia a sensação de estar em um forno: um mormaço desconfortável controlava a ira de todos os passageiros. inclusive a minha.
a condução rodou mil voltas, e quando eu pensava chegar ao meu destino, o destino mudava. passei por meios desconhecidos e senti arrepios. ademais, uma criança chorava ao meu lado e a mãe berrava. eu, como boa detestadora de crianças, mantinha-me firmemente controlada para não tornar aqueles momentos ainda mais infernais do que já estavam sendo.
quando a situação esgotou-se, desci. mesmo longe; faltavam seis quarteirões para chegar em minha casa, porém, qualquer andança seria melhor do que aquele purgatório de almas feias e pobres.
andei pensando em musicas e senti que a rua fede. os gatos fedem e as pombas fedem. só não fede o velho que lê um livro de paginas brancas no alpendre. ele não fedia, ele tinha um lar.
os botecos fediam, os cachorros fediam. os corpos fedem.. a vida não é sumariamente agradável em nenhuma circunstancia. a putrefação orgânica acontece.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


por mais que eu confie no Tarantino, eu tenho MEDO do que possa ser um KILL BILL VOL.3!
já mataram o Bill (literalmente :/), não há mais o que se fazer nesse filme! torçam para que seja FODA, se não, o nome de KILL BILL será manchado para sempre...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009


eu acho que um filme pode ser considerado bom quando há uma identificação entre as duas partes: quem faz e quem assiste. o filme é bom quando o espectador consegue acreditar na historia como sendo real. no meu caso, isso aconteceu poucas vezes.. já vi muitos filmes, mas me identifiquei com Kill Bill, Trainspotting, Gone With The Wind, The Godfather, Perfume, The Dreamers e, por fim, o melhor f ilme já feito na historia do cinema: Laranja Mecânica ( A Clockwork Orange). Tem muita gente que não gosta, acha violento e coisa e tal. Mas essas pessoas talvez não entendem - ou não se identificam - com o personagem central da obra: Alex DeLarge. Ele é um garoto que faz coisas horríveis, mas ainda assim, eu tenho vontade de carrega-lo comigo. Ele tem uma personalidade e aço e um senso de liderança irrevogável. Por mais verme que ele possa ser, não há como não amar Alex. Um cara que não passa de um carente, e faz disso um válvula de escape para a sua tristeza. Eu digo sem sombra de duvidas que esse é o filme da minha vida, daqueles que é impossível esquecer. Minha paixão por cinema surgiu com ele, e eu sou grata a isso. Descobri depois de assisti-lo que cinema é uma forma de expressão artística maravilhosa e contagiante. Quando você sente o cinema, é impossível deixa-lo. Sou grata ao Stanley Kubrick e a Malcolm McDowell que mudaram a minha vida através dessa obra prima chamada Laranja Mecanica.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

os pés mais lindos do cinema...

e uma fotografia mais linda ainda.

TARANTINO MOTHERFUCKER, WHERE ARE U?

it's not Bill anymore. now I'm gonna KILL YOU!
fuck!
roman polanski acusado de estupro.
confesso que fiquei chocada.
:o

sábado, 26 de setembro de 2009

eu já andei na chuva de propósito, já vomitei de propósito, já chorei de propósito.
eu já falei aquilo que eu não queria só para ferir alguém.
eu já sorri quando queria chorar, já julguei sem querer julgar.
já soube correr, já soube nadar, já soube amar.
eu fiz de tudo para tentar entender qual é formula que compõe o meu corpo e a minha filosofia. não há como compreender.
paguei mil analistas, contei causos à coisas, murmurei com estranhos.
já abracei desconhecidos, peguei carona, chupei bala de estranhos. nunca me feri.
o meu ferimento segue-se em paz e constante todos os dias. é difícil ser assim, eu não acho saída, por que é difícil ser.
nascer poeta, de cabelo cacheado e perna gorda. não é bonito, mas é excessão.
as vezes eu não gosto... as vezes eu queria gostar de axé, usar top e ler "o diário de tati" dez vezes para entender. é difícil almejar muito... quanto mais eu desejo, menos eu tenho. e quando eu tenho, eu me perco. o que eu vou querer depois?
qual é a minha? eu nunca estou satisfeita...
eu sempre piso na bola. o meu impulso é sempre o mais impulsivo.
eu já tentei me controlar e não ficar nervosa com pouco. mas o meu stress é, de fato, compulsivo - como tudo em mim.
uma hora eu estou linda; na mesma hora eu tenho vontade de morrer.
eu amo e odeio ao mesmo tempo... e na verdade, eu acho que ódio e amor andam juntos, bem pertinho..
existe uma fúria alucinante e intermitente em mim... eu não sei como fazer para tudo isso passar e a ressaca acalmar.. eu não sei viver ainda...
eu queria o mundo diferente, mas o mundo é igual. só eu sou diferente.. eu e mais alguns poucos poetas. brindemos a nós, os incompreendidos. os marginais da situação.
o tapa na cara da sociedade. eu sou o tapa na cara da sociedade.
brindemos as nossas drogas, sacanagens e violências...
apesar de tudo isso, nós continuaremos voando, por que os poetas são eternos.
tarantino no brasil dentro de alguns dias para Festival do Rio. Promoção do filme "BASTARDOS INGLORIOS" (não vejo a hora de assistir..)
que vontade...