sexta-feira, 18 de junho de 2010
JOSÉ DE SOUSA SARAMAGO
"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo."
"É preciso variar: se não tivermos cuidado a vida torna-se rapidamente previsível, monótona, uma seca."
"Há situações na vida em que já tanto nos dá perder por dez como perder por cem, o que queremos é conhecer rapidamente a última soma do desastre, para depois, se tal for possível, não voltarmos a pensar mais no assunto."
"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas..."
"As insolências reacionárias da Igreja Católica precisam ser combatidas com a insolência da inteligência viva, do bom senso, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias por supostos representantes de Deus na Terra, os quais, na verdade, só têm interesse no poder."
quinta-feira, 17 de junho de 2010
"querida filha
o papai fugiu para a Índia com uma prostituta colombiana. vendi a casa e deixei 500 reais para você pagar a mensalidade do cursinho no mês que vem. também deixei uma indicação na padaria do Robson para você ser garçonete e conseguir terminar seus estudos.
seu irmão agora tem uma banda de gente colorida e foi morar com o namorado dele no Rio de Janeiro.
vendi so cachorros - inclusive a nicole - para uma empresa chinesa que processa carne canina afim de ter mais dinheiro, já que decidir ter mais filhos com a Consuelo.
sua mãe mandou dizer para você não esquece-la naquela clínica de reabilitação para dependentes químicos.
não sei como será a sua vida a partir de agora. queria te dar alguma coisa para ajudar o sustento do seu filho que virá a nascer. 17 anos e grávida do Valdão Pedreira... como a vida muda, né?
infelizmente só posso desejar boa sorte.
ass: Papai."
ok, as coisas poderiam estar piores.
o papai fugiu para a Índia com uma prostituta colombiana. vendi a casa e deixei 500 reais para você pagar a mensalidade do cursinho no mês que vem. também deixei uma indicação na padaria do Robson para você ser garçonete e conseguir terminar seus estudos.
seu irmão agora tem uma banda de gente colorida e foi morar com o namorado dele no Rio de Janeiro.
vendi so cachorros - inclusive a nicole - para uma empresa chinesa que processa carne canina afim de ter mais dinheiro, já que decidir ter mais filhos com a Consuelo.
sua mãe mandou dizer para você não esquece-la naquela clínica de reabilitação para dependentes químicos.
não sei como será a sua vida a partir de agora. queria te dar alguma coisa para ajudar o sustento do seu filho que virá a nascer. 17 anos e grávida do Valdão Pedreira... como a vida muda, né?
infelizmente só posso desejar boa sorte.
ass: Papai."
ok, as coisas poderiam estar piores.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
eu não espero mais a vida passar pensando em grandes aspirações futuras.
percebi que a vida é uma obra de schopenhauer e que só faz sentido quando entendemos que "a vida é um pêndulo que oscila entre o desejo, a vontade e o tédio". torno a dizer, "a vida é um pêndulo que oscila entre o desejo, a vontade e o tédio".
hoje eu estou amargamente frustrada, dilacerada por sentimentos que correm a flor da pele e dignamente triste.
amanhã ou depois, estarei feliz por algum motivo. talvez uma vitoria alcançada...
dias após a felicidade, encontrarei a angustia novamente. terei uma luta violenta e cheia de sangue contra ela. vencerei, e como premio, terei a felicidade novamente na palma da minha mão.
algum tempo depois, a mesma escorregará sem que eu perceba e partirá sem deixar carta de despedida. é quando a tristeza virá me visitar.
e assim, sucessivamente.
parei de acreditar na vida e nas coisas boas que ela pode me trazer um dia.
parei de acreditar nas pessoas e em suas lamurias. todas justas - ou, pelo menos, justificáveis.
"o sentido da vida é a total ausência de sentido".
observarei tudo de longe, com movimentos hermeticos e discretos.
viverei a cada dia tentando mudar o mundo ao meu redor, pois não consigo fechar os olhos e cair num isolamento egoísta. vejo além do que as pessoas precisam e isso não é pretenção ou arrogância de minha parte.
sou digna de amor, pois sou amável. precise de mim e te darei minha mão e meus ouvidos.
não aproveite da minha bondade, pois em mim há muito amor.
não tentarei ser perfeita, pois "perfeição demais me agita os instintos. quem se diz muito perfeito, na certa encontrou um jeito insosso para não ser de carne e osso!", mas tentarei encontrar motivações para a vida.
viverei no caos da depressão quando preciso for e no doce da alegria quando puder.
jamais tentarei dar sentido a vida.
percebi que a vida é uma obra de schopenhauer e que só faz sentido quando entendemos que "a vida é um pêndulo que oscila entre o desejo, a vontade e o tédio". torno a dizer, "a vida é um pêndulo que oscila entre o desejo, a vontade e o tédio".
hoje eu estou amargamente frustrada, dilacerada por sentimentos que correm a flor da pele e dignamente triste.
amanhã ou depois, estarei feliz por algum motivo. talvez uma vitoria alcançada...
dias após a felicidade, encontrarei a angustia novamente. terei uma luta violenta e cheia de sangue contra ela. vencerei, e como premio, terei a felicidade novamente na palma da minha mão.
algum tempo depois, a mesma escorregará sem que eu perceba e partirá sem deixar carta de despedida. é quando a tristeza virá me visitar.
e assim, sucessivamente.
parei de acreditar na vida e nas coisas boas que ela pode me trazer um dia.
parei de acreditar nas pessoas e em suas lamurias. todas justas - ou, pelo menos, justificáveis.
"o sentido da vida é a total ausência de sentido".
observarei tudo de longe, com movimentos hermeticos e discretos.
viverei a cada dia tentando mudar o mundo ao meu redor, pois não consigo fechar os olhos e cair num isolamento egoísta. vejo além do que as pessoas precisam e isso não é pretenção ou arrogância de minha parte.
sou digna de amor, pois sou amável. precise de mim e te darei minha mão e meus ouvidos.
não aproveite da minha bondade, pois em mim há muito amor.
não tentarei ser perfeita, pois "perfeição demais me agita os instintos. quem se diz muito perfeito, na certa encontrou um jeito insosso para não ser de carne e osso!", mas tentarei encontrar motivações para a vida.
viverei no caos da depressão quando preciso for e no doce da alegria quando puder.
jamais tentarei dar sentido a vida.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
olhei para as ruas vazias da minha cidade e senti um aconchego jamais sentido. por incrível que pareça, quando eu olhei ao meu redor, tive a sensação de ser parte daquele lugar.
andei por um quarteirão até uma mercearia aqui perto. comprei um quilo de macarrão para fazer sopa de feijão e voltei andando de cabeça para baixo, olhando a minha calça de brim batendo no meu chinelo branco. era um dia frio, e além da calça eu usava um moletom cinza.
cumprimentei dois senhores que, sentados, contavam causos. um deles tinha um cachorro deitado aos seus pés e o outro usava chapéu. eu não conheço aqueles senhores, mas sempre os vejo sentados no mesmo lugar, com o mesmo chapéu e o mesmo cachorro.
ao virar uma esquina, senti uma pedra perfurar meu pé direito. de imediato pensei em chorar. eu odeio sentir dor, ainda mais quando esta é seguida de sangue. fui mancando até o portão da minha casa, e antes de tocar a campainha para que minha avó me atendesse resolvi olhar meu pé: não havia sangue, mas havia muita dor. então, toquei a campainha. minha avó custou a atender e tudo o que ouvia-se eram latidos de dois poodles que ficam no meu quintal. babie e nino.
toquei denovo temendo que os latidos pudessem ter abafado o som do aparelho. foi quando eu ouvi minha avó gritar "espera um pouco!", e nesse momento, ciente de que passaria rápidos dois minutos em frente a minha casa, olhei para o céu. desci a vista um pouco e vi vários prédios. vi algumas árvores, coqueiros... senti que tudo aquilo era meu e lembrei-me de coisas que fiz naquele pequeno centro comercial de Catanduva.
vi a cena de amigas em um apartamento (eu, jéssica, manuela e monica). vi a cena de dois irmãos nadando na piscina do clube de tenis (eu e arthur). vi a cena de uma menina comprando uma boneca barbie para ganhar no natal (eu, minha avó, meu irmão e minha mãe). vi a cena de uma classe de oitava série na missa de formatura (a minha oitava série).
percebi que não odeio integralmente essa cidade. prefiro lugares onde o fluxo de pessoas é maior, mas acho que não reclamarei com tanta frequência daqui por diante.
minha avó abiru o portão afobada e disse "obrigada, filha. coloco batata na sopa?"
"sim, vó. pode por..."
andei por um quarteirão até uma mercearia aqui perto. comprei um quilo de macarrão para fazer sopa de feijão e voltei andando de cabeça para baixo, olhando a minha calça de brim batendo no meu chinelo branco. era um dia frio, e além da calça eu usava um moletom cinza.
cumprimentei dois senhores que, sentados, contavam causos. um deles tinha um cachorro deitado aos seus pés e o outro usava chapéu. eu não conheço aqueles senhores, mas sempre os vejo sentados no mesmo lugar, com o mesmo chapéu e o mesmo cachorro.
ao virar uma esquina, senti uma pedra perfurar meu pé direito. de imediato pensei em chorar. eu odeio sentir dor, ainda mais quando esta é seguida de sangue. fui mancando até o portão da minha casa, e antes de tocar a campainha para que minha avó me atendesse resolvi olhar meu pé: não havia sangue, mas havia muita dor. então, toquei a campainha. minha avó custou a atender e tudo o que ouvia-se eram latidos de dois poodles que ficam no meu quintal. babie e nino.
toquei denovo temendo que os latidos pudessem ter abafado o som do aparelho. foi quando eu ouvi minha avó gritar "espera um pouco!", e nesse momento, ciente de que passaria rápidos dois minutos em frente a minha casa, olhei para o céu. desci a vista um pouco e vi vários prédios. vi algumas árvores, coqueiros... senti que tudo aquilo era meu e lembrei-me de coisas que fiz naquele pequeno centro comercial de Catanduva.
vi a cena de amigas em um apartamento (eu, jéssica, manuela e monica). vi a cena de dois irmãos nadando na piscina do clube de tenis (eu e arthur). vi a cena de uma menina comprando uma boneca barbie para ganhar no natal (eu, minha avó, meu irmão e minha mãe). vi a cena de uma classe de oitava série na missa de formatura (a minha oitava série).
percebi que não odeio integralmente essa cidade. prefiro lugares onde o fluxo de pessoas é maior, mas acho que não reclamarei com tanta frequência daqui por diante.
minha avó abiru o portão afobada e disse "obrigada, filha. coloco batata na sopa?"
"sim, vó. pode por..."
domingo, 6 de junho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
R.I.P. Paul Gray ♥
eu ainda não tinha caído na real sobre a morte do Paul. acabei de ver uma coletiva de imprensa com os caras do Slipknot, e percebi que tudo isso é real.
só ontem a noite eu comecei a digerir o que tinha acontecido... e agora, eu vejo a dor dos amigos daquela pessoa, a dor dos familiares, da esposa... vejo a minha tristeza em saber que jamais verei ele num palco... fico triste por não ter tido a oportunidade de presenciar um show :(
não me arrependo, pois meus pais nunca me deixariam ir a um show do Slipknot aos 13/14 anos de idade... não culpo a eles por isso, por que eu sempre pensei "oportunidades não faltarão"... mas agora... agora eu não posso mais ver o Slipknt por completo, não será mais o Slipknt completo, vai faltar um pedaço importante :(((
Slipknot foi a primeira banda que me fez viajar, pirar, gritar... a primeira banda que eu conheci sozinha, sem influencia do meu pai... tiveram um papel fundamental na minha vida: me acolheram quando eu estava numa fase difícil :(
pode parecer piegas, mas é a verdade. eu ouvia as musicas e podia sentir minha tristeza vazando pelas letras... é de fato uma banda acolhedora...
me sinto assim, e aposto que todos os fãs também se sentem.
sentiremos a falta do Paul como sentiríamos de qualquer outro integrante. o triste é pensar que isso é real... definitivamente, a vida dói...
:(
só ontem a noite eu comecei a digerir o que tinha acontecido... e agora, eu vejo a dor dos amigos daquela pessoa, a dor dos familiares, da esposa... vejo a minha tristeza em saber que jamais verei ele num palco... fico triste por não ter tido a oportunidade de presenciar um show :(
não me arrependo, pois meus pais nunca me deixariam ir a um show do Slipknot aos 13/14 anos de idade... não culpo a eles por isso, por que eu sempre pensei "oportunidades não faltarão"... mas agora... agora eu não posso mais ver o Slipknt por completo, não será mais o Slipknt completo, vai faltar um pedaço importante :(((
Slipknot foi a primeira banda que me fez viajar, pirar, gritar... a primeira banda que eu conheci sozinha, sem influencia do meu pai... tiveram um papel fundamental na minha vida: me acolheram quando eu estava numa fase difícil :(
pode parecer piegas, mas é a verdade. eu ouvia as musicas e podia sentir minha tristeza vazando pelas letras... é de fato uma banda acolhedora...
me sinto assim, e aposto que todos os fãs também se sentem.
sentiremos a falta do Paul como sentiríamos de qualquer outro integrante. o triste é pensar que isso é real... definitivamente, a vida dói...
:(
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Berro
é intenção da intervenção
é a pedra que atropela o caminho
é o fio no meio do meio
é a agua corrente em corrente.
procrastina
o mundo
procrastina
a vida
procrastina
tudo.
é o alcool que some o cerebro
é a droga que rouba a mente
é a tristeza que encolhe o orgão
é a gula que engole a terra
procrastina
tudo
procrastina
o mundo
procrastina
a vida.
é a gente que apanha e não sente
é a menina que aceita descrente
é o homem que cumpre e não ganha
é o cão que late e arranha.
procrastina
a vida
procrastina
tudo
procrastina
o mundo.
procastina a vida
procrastina o mundo
procrastina tudo.
procrastina o mundo
procrastina tudo
procrastina a vida.
procrastina tudo
procrastina a vida
procrastina o mundo.
é a pedra que atropela o caminho
é o fio no meio do meio
é a agua corrente em corrente.
procrastina
o mundo
procrastina
a vida
procrastina
tudo.
é o alcool que some o cerebro
é a droga que rouba a mente
é a tristeza que encolhe o orgão
é a gula que engole a terra
procrastina
tudo
procrastina
o mundo
procrastina
a vida.
é a gente que apanha e não sente
é a menina que aceita descrente
é o homem que cumpre e não ganha
é o cão que late e arranha.
procrastina
a vida
procrastina
tudo
procrastina
o mundo.
procastina a vida
procrastina o mundo
procrastina tudo.
procrastina o mundo
procrastina tudo
procrastina a vida.
procrastina tudo
procrastina a vida
procrastina o mundo.
domingo, 23 de maio de 2010
A minha geração doente
não há lira que explique a doença
não há gente que jogue como pensa.
sentando e trazendo ventos de solidão
tensão, horror, morte, dor.
a minha geração doente hoje está viva
está vagando, vagando...
a minha geração doente, hoje está olhando
prestando contas ao futuro não promissor.
estamos vagando, olhando, esperando
esperando, esperando...
a vontade da minha geração doente.
a vida anda passando e o seu cheiro eu já nem sinto
a vida anda tremendo, a vida anda punindo...
a minha geração doente, doente...
não há gente que jogue como pensa.
sentando e trazendo ventos de solidão
tensão, horror, morte, dor.
a minha geração doente hoje está viva
está vagando, vagando...
a minha geração doente, hoje está olhando
prestando contas ao futuro não promissor.
estamos vagando, olhando, esperando
esperando, esperando...
a vontade da minha geração doente.
a vida anda passando e o seu cheiro eu já nem sinto
a vida anda tremendo, a vida anda punindo...
a minha geração doente, doente...
sábado, 22 de maio de 2010
"São Paulo, 05:03 da manhã, sinto a ferrugem.
O telefone continua calado. Chego em casa, tomo o meu whisky e alimento mais a minha solidão. O gosto amargo insiste em permanecer no meu corpo. Corpo. Corpo. Está nu. Gelado com o peito ardendo, gritando por socorro, prestes a cair do décimo quarto andar. A sacada é curta, o grito é inevitável.
Eu vou acordar o vizinho, eu vou riscar os corpos, eu vou te telefonar e dizer que eu só preciso dormir."
O telefone continua calado. Chego em casa, tomo o meu whisky e alimento mais a minha solidão. O gosto amargo insiste em permanecer no meu corpo. Corpo. Corpo. Está nu. Gelado com o peito ardendo, gritando por socorro, prestes a cair do décimo quarto andar. A sacada é curta, o grito é inevitável.
Eu vou acordar o vizinho, eu vou riscar os corpos, eu vou te telefonar e dizer que eu só preciso dormir."
segunda-feira, 17 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
uma vez acostumada com o "bom da vida" nunca mais quis largar aquilo que me dava animo. "o que me alimenta, me destroi", porém.
não foi querendo que decidi sentir emoções ao extremo. não foi lutando que consegui o que tenho hoje, pois eu não tenho nada.
eu nunca me proponho a fazer coisas e agradar pessoas. eu não quero contato muito próximo com o mundo, afinal, a maioria do mundo não me interessa. não consigo entender as pessoas, e do mesmo modo, acredito que elas não me entendem. é tanta gente...
tenho magoas, mas essas passam repentinamente. são instantes a priori eternos, que passam antes que eu pisque meus olhos. eu sei superar a vida muito rapidamente, só não sei superar as pessoas que fazem parte dela.
não há motivo para fazerem o que fazem. quem pensam ser esses seres? ninguém tem o direito de interferir na minha vida, de mal dizer meus atos e de destruir minhas esperanças. o que me entristece é: odeio as pessoas que fazem isso, não ligo para elas, não quero que sejam minha amigas, nem inimigas: mas elas afetam a minha vida diante de pessoas amadas!
as pessoas que eu amo me importam! eu não quero um relacionamento bom com as garotas do meu cursinho, nem com a moça da loterica; eu quero viver em paz com quem gosta de mim, e com quem eu aprecio.
enquanto isso eu me perco em devaneios, fantasiando a realidade que deveria ser minha e contando os segundos para que esse inferno paupavel acabe.
não foi querendo que decidi sentir emoções ao extremo. não foi lutando que consegui o que tenho hoje, pois eu não tenho nada.
eu nunca me proponho a fazer coisas e agradar pessoas. eu não quero contato muito próximo com o mundo, afinal, a maioria do mundo não me interessa. não consigo entender as pessoas, e do mesmo modo, acredito que elas não me entendem. é tanta gente...
tenho magoas, mas essas passam repentinamente. são instantes a priori eternos, que passam antes que eu pisque meus olhos. eu sei superar a vida muito rapidamente, só não sei superar as pessoas que fazem parte dela.
não há motivo para fazerem o que fazem. quem pensam ser esses seres? ninguém tem o direito de interferir na minha vida, de mal dizer meus atos e de destruir minhas esperanças. o que me entristece é: odeio as pessoas que fazem isso, não ligo para elas, não quero que sejam minha amigas, nem inimigas: mas elas afetam a minha vida diante de pessoas amadas!
as pessoas que eu amo me importam! eu não quero um relacionamento bom com as garotas do meu cursinho, nem com a moça da loterica; eu quero viver em paz com quem gosta de mim, e com quem eu aprecio.
enquanto isso eu me perco em devaneios, fantasiando a realidade que deveria ser minha e contando os segundos para que esse inferno paupavel acabe.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
a melhor música do mundo
buddy, you're a boy. make a big noise playing in the street.
gonna be a big man someday.
you got mud on your face.
you big disgrace.
kickin' your can all over the place
We Will, We Will Rock You!
buddy, you're a young man. hard man. shouting in the street.
gonna take on the world someday.
you got blood on your face.
you big disgrace.
wavin' your banner all over the place
We Will, We Will Rock You!
buddy, you're an old man, poor man. pleading with your eyes.
gonna make you some peace, some day.
you got mud on your face.
you big disgrace.
somebody better put you back into your place.
We Will, We Will Rock You!
gonna be a big man someday.
you got mud on your face.
you big disgrace.
kickin' your can all over the place
We Will, We Will Rock You!
buddy, you're a young man. hard man. shouting in the street.
gonna take on the world someday.
you got blood on your face.
you big disgrace.
wavin' your banner all over the place
We Will, We Will Rock You!
buddy, you're an old man, poor man. pleading with your eyes.
gonna make you some peace, some day.
you got mud on your face.
you big disgrace.
somebody better put you back into your place.
We Will, We Will Rock You!
H.G.S.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
um dia que passa lentamente,
uma mente que não sente,
teu olho gravado e oculto,
a dor de uma intriga.
reflexo de um percalço onírico,
a vida que passa e mata.
a tristeza que corrói,
o amor que não dói.
teu mundo que some e segue,
a onipresença do ser voraz.
uma loucura eloquente,
a sensatez que é descrente.
e quando tudo acontecer,
a aurora do dia amanhecer,
não restara esperança nem lembrança
sobrarão apenas os gatos nos telhados.
falta de vida, falta de amor.
amores não lapidados,
jóia jogadas aos ventos.
gritos sedentos de fome...
uma mente que não sente,
teu olho gravado e oculto,
a dor de uma intriga.
reflexo de um percalço onírico,
a vida que passa e mata.
a tristeza que corrói,
o amor que não dói.
teu mundo que some e segue,
a onipresença do ser voraz.
uma loucura eloquente,
a sensatez que é descrente.
e quando tudo acontecer,
a aurora do dia amanhecer,
não restara esperança nem lembrança
sobrarão apenas os gatos nos telhados.
falta de vida, falta de amor.
amores não lapidados,
jóia jogadas aos ventos.
gritos sedentos de fome...
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