segunda-feira, 20 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
- E você bem precisava esperar meu nariz sangrar à fazer-me aquele favor!
- Você tem sempre as mesmas desculpas e dramas, não aprendeste a diferença entre pele e porcelana! - alegou Angelica, ironizando os fatos anteriormente expostos.
- Talvez as coisas não sejam fáceis assim... Erro meu, ver além das necessidades alheias...
Saíram, uma em cada direção, batidas de portas anteriormente travadas, e o barulho de chuva arregalava-lhe os olhos.
- Você tem sempre as mesmas desculpas e dramas, não aprendeste a diferença entre pele e porcelana! - alegou Angelica, ironizando os fatos anteriormente expostos.
- Talvez as coisas não sejam fáceis assim... Erro meu, ver além das necessidades alheias...
Saíram, uma em cada direção, batidas de portas anteriormente travadas, e o barulho de chuva arregalava-lhe os olhos.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
(...)
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.
(...)"
Tabacaria, de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
(...)
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.
(...)"
Tabacaria, de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
terça-feira, 14 de abril de 2009
Depois que se espera por algo durante a vida toda, os últimos segundos parecem tachados como uma eternidade, e a hora já não é encontrada pra realizar-se os sonhos. Está frio e o tempo cinza, paisagem que mais me agrada. Estaria ainda mais bonito se pudesse contar integralmente comigo mesma, olhar no espelho e enxergar minha alma através dos olhos. A felicidade estaria completa, agregada ao mundo, se não houvesse mais erros para angustiar os dias chuvosos. A rotina perfeita não é exigente ao ponto de ser impossível, só seria necessário olhar o edredom branco, a janela que mostraria uma vista agradável, uma xícara de café, o som de Brenton Wood no carro, as escadarias, as pessoas, o conhecimento concentrado que tomaria todos os dias. Ao final, voltar para a casa, sentar-se, receber telefonemas de pessoas amadas, sentir a água quente escorrer pelo corpo, assistir algo interessante que relaxasse os músculos, e ver denovo a vista escura da noite.
If you do want me, gimme little sugar/If you don't want me, don't lead me on girl/But if you need me, show me that you love me/And when I'm feeling blue and I want you/There's just one thing that you should do/Just gimme some kind of sign girl/Oh my baby/To show that you're mine girl/Oh yeah/Just gimme some kind of sign girl/Oh my baby/To show that you're mine girl ♪
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
esses dias que tá todo mundo falando dos 15 anos sem Kurt, eu sinto uma falta de músicos como ele... parece pouco, mas não é. nirvana foi uma das maiores bandas do mundo, isso é fato. e dói ainda mais quando resta a duvida se Kurt quis ou não morrer... eu ainda não acredito nisso, mas se ele quis, fico feliz por ele. se não, meu ódio pela courtney só aumenta.ps: to cansada de ver fotos mostrando o Kurt como um maníaco depressivo.
pode não haver motivos para ser como é, ainda assim, eu bem sei, sempre invento alguns motivos para abertas mudanças. o futuro é acreditável, não pertence à Deus, não posso ler o que ele tenta me passar, mas seguro as rédeas quando ele tenta me assustar. é como se houvesse - ainda que houvesse - uma entrega autruista do bem para o mal em busca de novidades, mas não há. não existe força de pensamento que mude o modo que nasci, as propostas que me propus durante tantos anos. doa a todos, a casa é minha, a vida é minha e o controle é meu. não abriria mão disso por ninguém... não que tenha medo de que não abram por mim, não minto, não sou assim. e disse: traga-me uma xícara de café, devolva-me os cigarros, e saia.
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