"Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
A gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino prá lá..."
domingo, 17 de maio de 2009
tem dias que a gente é assim.
ouvimos que tudo vai passar e vai melhorar, afinal, os passos difíceis da vida acontecem com todos. isso não me conforta, me desculpe. prefiro ouvir que só acontece comigo, pois um problema é mais fácil de se resolver do que um milhão.
(adoro palavrões, vai tomar do cu, bem no meio do seu cu.)
ouvimos que tudo vai passar e vai melhorar, afinal, os passos difíceis da vida acontecem com todos. isso não me conforta, me desculpe. prefiro ouvir que só acontece comigo, pois um problema é mais fácil de se resolver do que um milhão.
(adoro palavrões, vai tomar do cu, bem no meio do seu cu.)
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Amou daquela vez como se fosse a última/Beijou sua mulher como se fosse a última/E cada filho seu como se fosse o único/E atravessou a rua com seu passo tímido/Subiu a construção como se fosse máquina/Ergueu no patamar quatro paredes sólidas/Tijolo com tijolo num desenho mágico/Seus olhos embotados de cimento e lágrima/Sentou pra descansar como se fosse sábado/Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe/Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago/Dançou e gargalhou como se ouvisse música/E tropeçou no céu como se fosse um bêbado/E flutuou no ar como se fosse um pássaro/E se acabou no chão feito um pacote flácido/Agonizou no meio do passeio público/Morreu na contramão atrapalhando o tráfego/Amou daquela vez como se fosse o último/Beijou sua mulher como se fosse a única/E cada filho como se fosse o pródigo/E atravessou a rua com seu passo bêbado/Subiu a construção como se fosse sólido/Ergueu no patamar quatro paredes mágicas/Tijolo com tijolo num desenho lógico/Seus olhos embotados de cimento e tráfego/Sentou pra descansar como se fosse um príncipe/Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo/Bebeu e soluçou como se fosse máquina/Dançou e gargalhou como se fosse o próximo/E tropeçou no céu como se ouvisse música/E flutuou no ar como se fosse sábado/E se acabou no chão feito um pacote tímido/Agonizou no meio do passeio náufrago/Morreu na contramão atrapalhando o público/Amou daquela vez como se fosse máquina/Beijou sua mulher como se fosse lógico/Ergueu no patamar quatro paredes flácidas/Sentou pra descansar como se fosse um pássaro/E flutuou no ar como se fosse um príncipe/E se acabou no chão feito um pacote bêbado/Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado/Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir/A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir/Por me deixar respirar, por me deixar existir/Deus lhe paguePela cachaça de graça que a gente tem que engolir/Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir/Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair/Deus lhe pague/Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir/E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir/E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir/Deus lhe pague.
Construção, de Chico Buarque
Construção, de Chico Buarque
domingo, 10 de maio de 2009
não há nada que goste mais do que viajar e ver as montanhas a cerca da serra gelada.
nada mais do que sentir o frio da barriga que esta apaixonada.
esperando para ver o amor distante... sentindo a limpeza do corpo cheiroso.
os cabelos por entre a janela, e o ursinho de pelúcia no chão.
não há nada que eu goste mais...
nada além de um papel e um lápis afiado.
fones do ouvido e um amor viajado.
nada mais do que sentir o frio da barriga que esta apaixonada.
esperando para ver o amor distante... sentindo a limpeza do corpo cheiroso.
os cabelos por entre a janela, e o ursinho de pelúcia no chão.
não há nada que eu goste mais...
nada além de um papel e um lápis afiado.
fones do ouvido e um amor viajado.
sábado, 9 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
"Valei-me Deus, é o fim do nosso amor
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Pra essa moça me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira,
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu...
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu."
Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez, que minha ilusão
Foi dar meu coração com toda força
Pra essa moça me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz de uma flor de lis
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira,
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu...
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu."
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Poemeto Erótico
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira
Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia da água e da chama...
A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
terça-feira, 5 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
vi a fernanda young se descrevendo, e percebi que só quando botamos no papel, é que podemos notar as diferenças e observa-las depois de um tempo.
nunca fui totalmente feliz. tenho várias insatisfações em relação ao meu corpo, mas gosto da minha personalidade. sou auto suficiente em amizades, odeio gente muito próxima, pois sentem-se no direito de me magoar. amo animais, por isso, não como carne. amo viajar, mas odeio praia. já fui pro guarujá, e passei 5 dias dentro de um apartamento, dormindo de dia, e vendo filmes a noite. odeio calor, amo o frio. tenho prazer em sentir frio nos pés, e cobri-los com edredom. adoro filosofia (nietzsche, descartes e marcia tiburi). amo ler, quero escrever um livro. sonho em ser cineasta, amo stanley kubric. meu filme preferido é laranja mecânica, e depois kill bill (tarantino motherucker). odeio matemática. amo sorvete. odeio sertanejo, pagode e musica eletronica. odeio mesmo. odeio muito mesmo, não tenho compaixão por esses cantores. amo heavy metal, mas amo mpb e bossa nova também. vi a bunda do ozzy osbourne de perto. chorei quando não vi o slipknot. chorei denovo quando não vi o kiss. amo artes plásticas (romero britto, miró, escher, picasso). amo ler. adoro as poesias de: fernando pessoa, oswald de andrade, florbela espanca, bocage e gregório de matos. ri muito lendo macunaíma. meu livro preferido é dom casmurro; machado é um mestre. adoro séries de tv (dexter e nip/tuck). odeio coisas dubladas. amo mais tv do que internet. amo mais jornal do que revista. já quiz fazer faculdade de moda, e ser estilista; quiz isso dos 8 aos 16 anos. há alguns meses descobri que sou uma comunista frustrada, e decidi ser jornalista, e escritora. sou feminista; não das mais extremas, mas choco algumas pessoas. não mudaria o meu modo de ser em NADA. mas mudaria algo em meu corpo. odeio minhas pernas, e me acho gorda. tenho alguns amigos que amo muito; tenho uma amiga-irmã, a camala. sonhei com ela, noite passada. tenho um amor em segredo; não conto pra ninguém, além da may, victor e camala. coleciono cds e livros. gostaria que as pessoas não gostassem tanto de mim como gostam. tenho medo de decepcionar quem me ama.
nunca fui totalmente feliz. tenho várias insatisfações em relação ao meu corpo, mas gosto da minha personalidade. sou auto suficiente em amizades, odeio gente muito próxima, pois sentem-se no direito de me magoar. amo animais, por isso, não como carne. amo viajar, mas odeio praia. já fui pro guarujá, e passei 5 dias dentro de um apartamento, dormindo de dia, e vendo filmes a noite. odeio calor, amo o frio. tenho prazer em sentir frio nos pés, e cobri-los com edredom. adoro filosofia (nietzsche, descartes e marcia tiburi). amo ler, quero escrever um livro. sonho em ser cineasta, amo stanley kubric. meu filme preferido é laranja mecânica, e depois kill bill (tarantino motherucker). odeio matemática. amo sorvete. odeio sertanejo, pagode e musica eletronica. odeio mesmo. odeio muito mesmo, não tenho compaixão por esses cantores. amo heavy metal, mas amo mpb e bossa nova também. vi a bunda do ozzy osbourne de perto. chorei quando não vi o slipknot. chorei denovo quando não vi o kiss. amo artes plásticas (romero britto, miró, escher, picasso). amo ler. adoro as poesias de: fernando pessoa, oswald de andrade, florbela espanca, bocage e gregório de matos. ri muito lendo macunaíma. meu livro preferido é dom casmurro; machado é um mestre. adoro séries de tv (dexter e nip/tuck). odeio coisas dubladas. amo mais tv do que internet. amo mais jornal do que revista. já quiz fazer faculdade de moda, e ser estilista; quiz isso dos 8 aos 16 anos. há alguns meses descobri que sou uma comunista frustrada, e decidi ser jornalista, e escritora. sou feminista; não das mais extremas, mas choco algumas pessoas. não mudaria o meu modo de ser em NADA. mas mudaria algo em meu corpo. odeio minhas pernas, e me acho gorda. tenho alguns amigos que amo muito; tenho uma amiga-irmã, a camala. sonhei com ela, noite passada. tenho um amor em segredo; não conto pra ninguém, além da may, victor e camala. coleciono cds e livros. gostaria que as pessoas não gostassem tanto de mim como gostam. tenho medo de decepcionar quem me ama.
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