Vitor: Vai fazer o ENEM com vontade, Andreza!
Eu: Acende uma velha pra mim! (muitos risos)
Vitor: Beleza, tchau!
andei dois passos e:
Maluco: Por que você pediu pra ele acender uma vela pra você?
Eu: Pra passar no vestibular...
Maluco: Mas isso adianta pra você?
Eu: Eu falei brincando, não acredito em vela.
Maluco: Mas velas tem uma energia, ce sabe né... elas tem luz...
Eu: Tem luz... e energia eu não sei se tem, não acredito nisso.
Maluco: Nisso em que? Você não acredita em nada superior a você?
Eu: Não...
Maluco: Em nada além da carne, da terra?
Eu: Não...
Maluco: Então você não acredita em Jesus Cristo, Deus...?
Eu: Não.
Maluco: Nossa! Mas Deus me pois no seu caminho agora, você não acha?
Eu: Não...
Maluco: Mas ele pois... Tem algo superior a nós... Eu to aqui pra te dar mais conhecimento... As pessoas precisam amar mais, sabia?
Eu: É, eu também acho que a gente tem que amar mais... Eu acredito no amor.
Maluco: É, eu também. Você tem que se preocupar menos com a vida que a sociedade te impõe por que eles querem te ver no fogo.
Eu: É mesmo...
Maluco: E olha que quem tá te falando isso é só um Maluco...
Eu: Maluca sou eu, pensando no vestibular. Valeu, Maluco.
Dei as maos pra ele e sai.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
"I said so, NIRVANA"
Ouvir Nirvana, me faz sentir uma plenitude que jamais alcanço. Tento atraves da leitura e do cinema, mas não chega perto. Ouvir os gritos de Kurt Cobain me faz ser parte dele. Entendo o desespero daquele corpo. Sinto a emoção que ele sentia naquela hora, imagino a sua pessoa e penso nele como algo que jamais morrerá. Sinto o Kurt ao meu lado todas as vezes que o escuto.
Encontrar o Nirvana, é ouvir NIRVANA.
(...)
Se eu pudesse agradecer algum inventor importante, agradeceria ao criador da musica. Não sei como aconteceu: se ele criou a melodia ou a letra antes, ou só a melodia, ou a letra e melodia juntos. É algo que já não importa. Não agradeceria ao inventor do fogo, nem da roda, nem do telefone. Beijaria os pés do criador (ou criadora) da música.
Encontrar o Nirvana, é ouvir NIRVANA.
(...)
Se eu pudesse agradecer algum inventor importante, agradeceria ao criador da musica. Não sei como aconteceu: se ele criou a melodia ou a letra antes, ou só a melodia, ou a letra e melodia juntos. É algo que já não importa. Não agradeceria ao inventor do fogo, nem da roda, nem do telefone. Beijaria os pés do criador (ou criadora) da música.
domingo, 10 de outubro de 2010
Exatamente, agora. Agora eu deveria estar dormindo. Mas estou aqui, pensando em como fugir das memórias que corroem minha mente. As malditas memórias.
Foi na semana passada. Semana passada eu quebrei mais um coração – é como eu disse: eu não amo ninguém, não quero bem a ninguém.
Estávamos eu e Katherine no quarto. Desfrutavamos de uma bela noite de amor: somente eu e aquela linda jovem. Supus que ela devesse saber minhas intenções, mas não sabia – ou pelo menos fingia não saber. Não me comovi e quebrei o coração dela. Quebrei em mil pedaços e joguei pela janela aos ventos, para que jamais voltassem a tirar minha paz.
Até agora não posso imaginar o que aquela exuberante inglesa de 17 anos quereria com um homem de meu tipo.
Ela encontrou-me num bar, o Vernita Club, quinta passada. Eu acabara de sair do expediente, e como de habito, estava somente esperando para tomar uma boa dose de uísque. Acendi um cigarro e ela apareceu. Estava vestida com uma calça jeans e uma blusa preta que salientava o busto. Pediu para sentar-se ao meu lado e eu concordei. Conversamos por um bom tempo. Eu estava auspicioso por uma companhia. Clamava por distração. Não dotei da astucia necessária para perceber que tratava-se de uma criança precoce. Katherine não era nada alem de uma criança carente e precoce.
Levei-a até meu apartamento, transamos e depois do ato fui ao banho. Ao sair, percebi que ela ainda não estava trocada e perguntei o que ela fazia em minha cama. Creio que a moça não tenha entendido, que, para mim, ela era apenas um objeto de desejo. Pedi para que se levantasse e vestisse sua roupa novamente. Ela caiu em prantos e me fez mil perguntas do tipo “Por que eu estaria agindo daquele modo com uma inocente menina de 17 anos?”. Não respondi, e as únicas palavras que saíram de minha boca foram: “Você precisa de um pai, não de um penis.”
Ela correu, batendo a porta.
Foi na semana passada. Semana passada eu quebrei mais um coração – é como eu disse: eu não amo ninguém, não quero bem a ninguém.
Estávamos eu e Katherine no quarto. Desfrutavamos de uma bela noite de amor: somente eu e aquela linda jovem. Supus que ela devesse saber minhas intenções, mas não sabia – ou pelo menos fingia não saber. Não me comovi e quebrei o coração dela. Quebrei em mil pedaços e joguei pela janela aos ventos, para que jamais voltassem a tirar minha paz.
Até agora não posso imaginar o que aquela exuberante inglesa de 17 anos quereria com um homem de meu tipo.
Ela encontrou-me num bar, o Vernita Club, quinta passada. Eu acabara de sair do expediente, e como de habito, estava somente esperando para tomar uma boa dose de uísque. Acendi um cigarro e ela apareceu. Estava vestida com uma calça jeans e uma blusa preta que salientava o busto. Pediu para sentar-se ao meu lado e eu concordei. Conversamos por um bom tempo. Eu estava auspicioso por uma companhia. Clamava por distração. Não dotei da astucia necessária para perceber que tratava-se de uma criança precoce. Katherine não era nada alem de uma criança carente e precoce.
Levei-a até meu apartamento, transamos e depois do ato fui ao banho. Ao sair, percebi que ela ainda não estava trocada e perguntei o que ela fazia em minha cama. Creio que a moça não tenha entendido, que, para mim, ela era apenas um objeto de desejo. Pedi para que se levantasse e vestisse sua roupa novamente. Ela caiu em prantos e me fez mil perguntas do tipo “Por que eu estaria agindo daquele modo com uma inocente menina de 17 anos?”. Não respondi, e as únicas palavras que saíram de minha boca foram: “Você precisa de um pai, não de um penis.”
Ela correu, batendo a porta.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Primeiramente são feitas juras que propõem amor eterno. Depois vem uma alegria e afago maravilhosamente fadados a um conforto mutuo, lindo. Quando se volta para a Terra, percebe-se que não há saída para um caso de amor. O amor é um caso encerrado, um problema sem solução.
Aceitar que se ama não é gratificante e causa medo, porém, uma vez aceito, o amor passa a fazer parte de um cotidiano paralelo a vida real apenas por tomarmos conformidade de que estamos amando. Percebi que amava quando aprendi a conviver com isso e com a dificuldades que tal situação me trazia. Percebi que amava quando vi que não havia motivo para amar, apenas evidencias claramente expostas provando que esse amor era feio e canceroso.
Quando eu era uma pessoa apaixonada, tão e somente apaixonada, não dotava de conforto algum para a relação com aquele individuo: não queria explicações e tampouco queria aceitar a distancia e o frio que eu sentia. Hoje sou uma amante. Sei que não posso amá-lo e que sofro por isso, mas aceito a minha condição, severa e bruta, de amante inconstante.
Aceitar que se ama não é gratificante e causa medo, porém, uma vez aceito, o amor passa a fazer parte de um cotidiano paralelo a vida real apenas por tomarmos conformidade de que estamos amando. Percebi que amava quando aprendi a conviver com isso e com a dificuldades que tal situação me trazia. Percebi que amava quando vi que não havia motivo para amar, apenas evidencias claramente expostas provando que esse amor era feio e canceroso.
Quando eu era uma pessoa apaixonada, tão e somente apaixonada, não dotava de conforto algum para a relação com aquele individuo: não queria explicações e tampouco queria aceitar a distancia e o frio que eu sentia. Hoje sou uma amante. Sei que não posso amá-lo e que sofro por isso, mas aceito a minha condição, severa e bruta, de amante inconstante.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Os teus olhos - Florbela Espanca
O Céu azul, não era
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.
Um dia, fez Deus uns olhos
Tão azuis como esses teus,
Que olharam admirados
A taça branca dos céus.
Quando sentiu esse olhar:
“Que doçura, que primor!”
Disse o céu, e ciumento,
Tornou-se da mesma cor!
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.
Um dia, fez Deus uns olhos
Tão azuis como esses teus,
Que olharam admirados
A taça branca dos céus.
Quando sentiu esse olhar:
“Que doçura, que primor!”
Disse o céu, e ciumento,
Tornou-se da mesma cor!
Meire
A velocidade é de cento e trinta quilometros por hora. No rádio pode-se ouvir os resultados das eleiçoes: Goiás e Distrito Federal basicamente em segundo turno. Para presidente nada foi decidido ainda. Talvez Dilma, talvez segundo turno. Ainda não opino sobre o meu voto caso aja, de fato, um segunto turno. Penso apenas no dia e nos acontecimentos. Hora injustos, hora corriqueiros. "Coisas da vida..."
Nascida, vivida, mãe de quatro filhas. Todas mulheres, saudáveis, lindas e independentes. Três netos. Um, adotivo. Uma vida de batalhas e suor. Desfaleceu e acabou por baixo da terra como uma semente gigante plantada. Quais frutos ela gerará? Acredito que será um fruto chamado lembrança. A vida de uma mulher de sessenta e dois anos causará lembranças nostalgicas e saudosistas após sua morte.
A doença é injusta assim como a vida. A morte nada mais é do que a última parte da vida. Vida: nascimento, cuidados, responsabilidades, sofrimento, cabelos brancos, doenças, e por fim, a "indesejada das gentes". Qual é o sentido de um corpo que envolve outros vários corpos por determinado periodo de tempo? Até ontem ela era uma vida e agora é uma morte. Não passa de um pedaço de carne vestido com seu melhor traje dentro de uma caixa de madeira. Pelo menos conta com a sombra de uma árvore. E logo ela será uma árvore. Que dará certos frutos chamados lembranças.
Todos se lembrarão dela como uma mulher fantastica. Passarão a saber disso quando não puderem chamar seu nome e nem contar com a sua presença ou palavras. A existencia é assim. Passamos pela vida e enquanto seres vivos causamos dores. Na morte, não encomodamos e passamos a ser apenas lembranças pelas nossas boas características. A tristeza é recorrente quando a genialidade só é percebida no dia em que nao pode mais ser exercitada: Nietzsche sempre disse que seus livros seriam lidos no século XXI. Suas idéias incriveis só são valorizadas hoje por aqueles marginais iconoclastas e sensiveis ao extremo. Friedrich Nietzsche morreu sem saber de sua importancia. Hoje ele é importante e em vida foi nada menos que um lunático bigodudo.
A vida é um drama, uma ópera triste.
Assim aconteceu com ela.
Assim acontecerá comigo. E com você.
Nascida, vivida, mãe de quatro filhas. Todas mulheres, saudáveis, lindas e independentes. Três netos. Um, adotivo. Uma vida de batalhas e suor. Desfaleceu e acabou por baixo da terra como uma semente gigante plantada. Quais frutos ela gerará? Acredito que será um fruto chamado lembrança. A vida de uma mulher de sessenta e dois anos causará lembranças nostalgicas e saudosistas após sua morte.
A doença é injusta assim como a vida. A morte nada mais é do que a última parte da vida. Vida: nascimento, cuidados, responsabilidades, sofrimento, cabelos brancos, doenças, e por fim, a "indesejada das gentes". Qual é o sentido de um corpo que envolve outros vários corpos por determinado periodo de tempo? Até ontem ela era uma vida e agora é uma morte. Não passa de um pedaço de carne vestido com seu melhor traje dentro de uma caixa de madeira. Pelo menos conta com a sombra de uma árvore. E logo ela será uma árvore. Que dará certos frutos chamados lembranças.
Todos se lembrarão dela como uma mulher fantastica. Passarão a saber disso quando não puderem chamar seu nome e nem contar com a sua presença ou palavras. A existencia é assim. Passamos pela vida e enquanto seres vivos causamos dores. Na morte, não encomodamos e passamos a ser apenas lembranças pelas nossas boas características. A tristeza é recorrente quando a genialidade só é percebida no dia em que nao pode mais ser exercitada: Nietzsche sempre disse que seus livros seriam lidos no século XXI. Suas idéias incriveis só são valorizadas hoje por aqueles marginais iconoclastas e sensiveis ao extremo. Friedrich Nietzsche morreu sem saber de sua importancia. Hoje ele é importante e em vida foi nada menos que um lunático bigodudo.
A vida é um drama, uma ópera triste.
Assim aconteceu com ela.
Assim acontecerá comigo. E com você.
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O inferno é a vida.
Eu não quero aqui afundar minhas lamurias constantes em explicações distantes da vida de vocês. Quero dizer como sinto e como penso diante desse meu descontentamento estável e imutável.
Não aguento mais a situação atual de projetar a felicidade em situações futuras: a vida fica parecendo um devaneio impossível, que foge do meu controle todas as vezes que levanto minha cabeça do travesseiro em que durmo.
Não suporto mais saber o que sei. Saber a verdade dos fatos das pessoas que me cercam e ser crua em demasia. É descontentamento demais. Já não consigo sequer tentar entender aqueles que dizem amar a verdade - não sabem o sofrimento que estão buscando através desse pensamento medíocre.
Uma vez pensei que só os ignorantes eram felizes. Pensei novamente e achei equivocada essa proposta. Hoje, penso que é verdade: não é de todo ruim ser ignorante, aspirar pouco. Quem muito deseja, quem muito constrói corre riscos maiores de obter perdas gigantes.
Não aguento mais a situação atual de projetar a felicidade em situações futuras: a vida fica parecendo um devaneio impossível, que foge do meu controle todas as vezes que levanto minha cabeça do travesseiro em que durmo.
Não suporto mais saber o que sei. Saber a verdade dos fatos das pessoas que me cercam e ser crua em demasia. É descontentamento demais. Já não consigo sequer tentar entender aqueles que dizem amar a verdade - não sabem o sofrimento que estão buscando através desse pensamento medíocre.
Uma vez pensei que só os ignorantes eram felizes. Pensei novamente e achei equivocada essa proposta. Hoje, penso que é verdade: não é de todo ruim ser ignorante, aspirar pouco. Quem muito deseja, quem muito constrói corre riscos maiores de obter perdas gigantes.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Delírios de uma rapariga (nem tão rapariga assim) na crise do feminismo pós moderno.
Eu não queria começar um texto com aquele questionamento infame e demasiado clichê "Ser ou não ser?"
Já não aguento mais essa perguntinha e o que me desagrada, então, é o fato de que ela rege a nossa vida. Aí fode, meu querido.
Ser uma mulher bem sucedida e livre, ou não ser? Ser uma exímia leitora de poemas russos, ou não ser? Ser uma aspirante a intelectual aos dezoito, ou não ser?
Não ser uma mulher de bunda grande e redonda, ou ser? Não ser uma mulher com peitos saltando para fora do decote, ou ser? Não ser uma mulher que acha bonito gostar de música sertaneja chiclete, ou ser?
Qual vai ser a minha? Enlouqueci, ou enlouquecerei?
As vezes eu penso que a nossa essência - digo, a essência de nós, MULHERES - é formada através dos atributos que a natureza nos dá. Mulher quando é muito gostosa ganha dinheiro subornando homem quando balança a nádega direita para o lado esquerdo. Não me chame de preconceituosa, mas acontece. Na maioria dos casos. E quando não, aquela Venus, maravilhosa, com peito duro, coxa bronzeada e cabelo até a cintura (que lê Camus e curte ouvir Chopin) é chamada de mulher objeto ao usar um biquininho rosa na praia.
Acho que as mulheres como eu, além de não dotarem de um corpo escultural e sedutor, privam-se disso com medo de serem confundidas com as "Lucianas Gimenes" do nosso Brasil varonil. Sim, eu tenho medo de ser confudida com uma burra, pedaço de carne escroto.
EU NÃO SOU UM PEDAÇO DE CARNE ESCROTO.
Aí chega a problemada toda: quero sair e chamar o primeiro humano com penis - e que não seja gay - que eu enxergar na frente, leva-lo pra algum lugar e fazer com que ele entre em mim: não consigo. Porra, cara, eu não consigo. Tá vendo por que? Por que eu falo porra, uso camisa e falo do modo correto, como manda o figurino.
Não sei as musicas do Luan Santana e não curto filme de comédia americana.
Nem um homem pra me comer eu consigo.
Eles acham que eu quero intimida-los: EU NÃO QUERO. Pode só me comer e ir embora? Eu não ligo, verdadeiramente... Não ligo! Você também só está afim de uma trepada e uma ducha que eu sei... Então, por que pensar que eu quero falar de Tolstoi com você? Só por que eu sei falar de Tolstoi?
E agora, chega o outro problema: quando ele fizer o serviço e depois abrir a boca para falar comigo, vai perceber que eu sou mais inteligente que ele. É lógico que vai... Eu vou falar o português correto, pedir para ele tomar um banho, rachar a conta do motel e quando eu estiver procurando um creme de mãos na minha bolsa, vai cair um pocket de poemas do Maiakovski - que ele não vai conseguir ler o nome: ele faz parte da massa que compra livro de auto-ajuda e não sabe russo.
OU
Se quando ele terminar o serviço, eu não abrir a minha boca, deixar que ele se vista e me de um beijo apenas, não tocar no assunto sobre a conta do quarto e der meu telefone em seguida: ele vai dizer "comi uma louca lá, ela é gostosa, mas..."
Homem é um problema. Ser uma mulher "pra frentex" é um problema maior ainda. As vezes a sociedade confunde as coisas. As vezes mulheres como eu entram num conflito existencial e piram! Igualzinho eu estou pirando agora...
Já não aguento mais essa perguntinha e o que me desagrada, então, é o fato de que ela rege a nossa vida. Aí fode, meu querido.
Ser uma mulher bem sucedida e livre, ou não ser? Ser uma exímia leitora de poemas russos, ou não ser? Ser uma aspirante a intelectual aos dezoito, ou não ser?
Não ser uma mulher de bunda grande e redonda, ou ser? Não ser uma mulher com peitos saltando para fora do decote, ou ser? Não ser uma mulher que acha bonito gostar de música sertaneja chiclete, ou ser?
Qual vai ser a minha? Enlouqueci, ou enlouquecerei?
As vezes eu penso que a nossa essência - digo, a essência de nós, MULHERES - é formada através dos atributos que a natureza nos dá. Mulher quando é muito gostosa ganha dinheiro subornando homem quando balança a nádega direita para o lado esquerdo. Não me chame de preconceituosa, mas acontece. Na maioria dos casos. E quando não, aquela Venus, maravilhosa, com peito duro, coxa bronzeada e cabelo até a cintura (que lê Camus e curte ouvir Chopin) é chamada de mulher objeto ao usar um biquininho rosa na praia.
Acho que as mulheres como eu, além de não dotarem de um corpo escultural e sedutor, privam-se disso com medo de serem confundidas com as "Lucianas Gimenes" do nosso Brasil varonil. Sim, eu tenho medo de ser confudida com uma burra, pedaço de carne escroto.
EU NÃO SOU UM PEDAÇO DE CARNE ESCROTO.
Aí chega a problemada toda: quero sair e chamar o primeiro humano com penis - e que não seja gay - que eu enxergar na frente, leva-lo pra algum lugar e fazer com que ele entre em mim: não consigo. Porra, cara, eu não consigo. Tá vendo por que? Por que eu falo porra, uso camisa e falo do modo correto, como manda o figurino.
Não sei as musicas do Luan Santana e não curto filme de comédia americana.
Nem um homem pra me comer eu consigo.
Eles acham que eu quero intimida-los: EU NÃO QUERO. Pode só me comer e ir embora? Eu não ligo, verdadeiramente... Não ligo! Você também só está afim de uma trepada e uma ducha que eu sei... Então, por que pensar que eu quero falar de Tolstoi com você? Só por que eu sei falar de Tolstoi?
E agora, chega o outro problema: quando ele fizer o serviço e depois abrir a boca para falar comigo, vai perceber que eu sou mais inteligente que ele. É lógico que vai... Eu vou falar o português correto, pedir para ele tomar um banho, rachar a conta do motel e quando eu estiver procurando um creme de mãos na minha bolsa, vai cair um pocket de poemas do Maiakovski - que ele não vai conseguir ler o nome: ele faz parte da massa que compra livro de auto-ajuda e não sabe russo.
OU
Se quando ele terminar o serviço, eu não abrir a minha boca, deixar que ele se vista e me de um beijo apenas, não tocar no assunto sobre a conta do quarto e der meu telefone em seguida: ele vai dizer "comi uma louca lá, ela é gostosa, mas..."
Homem é um problema. Ser uma mulher "pra frentex" é um problema maior ainda. As vezes a sociedade confunde as coisas. As vezes mulheres como eu entram num conflito existencial e piram! Igualzinho eu estou pirando agora...
Lá quando em mim perder a humanidade
Mais um daqueles que não fazem falta,
Verbi-gratia - o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade;
Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade;
Mas, quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
''Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.''
Bocage só pra quem curte flw
Mais um daqueles que não fazem falta,
Verbi-gratia - o teólogo, o peralta,
Algum duque, ou marquês, ou conde, ou frade;
Não quero funeral comunidade,
Que engrole sub-venites em voz alta;
Pingados gatarrões, gente de malta,
Eu também vos dispenso a caridade;
Mas, quando ferrugenta enxada idosa
Sepulcro me cavar em ermo outeiro,
Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
''Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.''
Bocage só pra quem curte flw
terça-feira, 21 de setembro de 2010
"(...) quase me mata, e se não mata fere."
as vezes a força parece que escorre do meu corpo, pinga no chão e me faz escorregar na vida.
eu estou ficando fraca, magra de tristeza e desnutrida de amparo. não quero que as pessoas sofram com as consequencias do meu desespero, mas as vezes eu não vejo saída.
as idéias mirabolantes tomam a minha cabeça e roubam a minha razão. me deixam desprotegida e desarmada contra os golpes da vida. os golpes covardes que as pessoas causam sem querer.
desde muito tempo eu não tenho nada que me deixe significativamente feliz: eu não consigo rir e por incrível que pareça, já não consigo mais chorar.
as vezes a força parece que escorre do meu corpo, pinga no chão e me faz escorregar na vida.
eu estou ficando fraca, magra de tristeza e desnutrida de amparo. não quero que as pessoas sofram com as consequencias do meu desespero, mas as vezes eu não vejo saída.
as idéias mirabolantes tomam a minha cabeça e roubam a minha razão. me deixam desprotegida e desarmada contra os golpes da vida. os golpes covardes que as pessoas causam sem querer.
desde muito tempo eu não tenho nada que me deixe significativamente feliz: eu não consigo rir e por incrível que pareça, já não consigo mais chorar.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
era como se a gente fosse análogo a um tipo de rock n' roll. aquele que é sujo, gritado, suado, clássico, sem cor. preto no branco.
nós dois somos o preto no branco. o meu amor por você é a verdade nua e crua, é aquela coisa que não faz nenhum sentido, mas que faz todo o sofrimento vir a tona quando a ausência fica marcada no cotidiano de uma alma sozinha, esperando... esperando...
é revoltante ver como nós somos um do outro. é um molde perfeito. o teu olho cabe no meu e parece me matar cada vez que me intimida. cada vez que queima a minha vista desprotegida com toda essa vermelhidão linda, que me apaixonada a cada dia mais.
eu faço da minha vida a tua se for preciso. eu não me importo em sangrar por você... eu já não me importo mais... já esgotei tudo o que eu poderia perder desde quando te vi pela primeira vez. já sabia que você seria meu e que essa batalha com a vida seria sufocante.
amo tanto que não sei mais esperar. amo tanto que não aguento mais viver sem ver. afinal "o único motivo razoável para seu sumiço seria você estar morto."
nós dois somos o preto no branco. o meu amor por você é a verdade nua e crua, é aquela coisa que não faz nenhum sentido, mas que faz todo o sofrimento vir a tona quando a ausência fica marcada no cotidiano de uma alma sozinha, esperando... esperando...
é revoltante ver como nós somos um do outro. é um molde perfeito. o teu olho cabe no meu e parece me matar cada vez que me intimida. cada vez que queima a minha vista desprotegida com toda essa vermelhidão linda, que me apaixonada a cada dia mais.
eu faço da minha vida a tua se for preciso. eu não me importo em sangrar por você... eu já não me importo mais... já esgotei tudo o que eu poderia perder desde quando te vi pela primeira vez. já sabia que você seria meu e que essa batalha com a vida seria sufocante.
amo tanto que não sei mais esperar. amo tanto que não aguento mais viver sem ver. afinal "o único motivo razoável para seu sumiço seria você estar morto."
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