Hugo diz:
*to aqui nessa buceta de ebuddy dos infernos.
TEREZA diz:
*UHAUEAHUEAUEHAUAHAUHEAHEAUHEA
*queria poder enxergar a sua raiva e rir até morrer
Hugo diz:
*diabo.
TEREZA diz:
*UHAUEHUAHUEHAEHUHUHAUEHAHEAUHEA
*adoro ver voce se fodendo
*mas e ai, tá namoral?
Hugo diz:
*eu digito e aperto ctrl+tab e a tela NAO MUDA, AFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFFF
*mas fora isso, na moral.
TEREZA diz:
*UAHEUAUEHUAHEUAHEUHAEHAUEHAUHEAUHEAEUAHEHAUEHAUEHAUEHAEUAHEUHEAUHEUAHEUAE
*tá, namoral mesmo...
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Rosa
havia um vale ali.
onde não se enxergava além de colinas
e não se bebia alem daquelas águas.
haviam sete meninas naquele vilarejo.
uma que era a Violeta,
uma que era o Cravo,
o Ibisco, a Bromélia,
a Margarida, o Anturio
e a Rosa.
das seis primeiras não se esperava nada,
das rosas, a ultima era a mais bonita.
sem cheiro, pobrinha, vesguinha...
a mais bonita.
Rosinha amarelinha, pequena
abundada de ignorância.
sem veste, sem saia, de pé descalço
grosso, feio, imundo de terra
das raízes fracas que a fizeram.
aquela semente rota, sem vida
que pariu a Rosa mais linda, menos amarela...
e ninguém mirava a bela rosa daquele jardim,
e todos miravam a Violeta, instigavam, aguçavam
a Violeta, o Ibisco...
não, a Rosa nunca.
não era vista além daquele vale verde
de terra boa, gente honesta.
que não enxergava, não via,
andava sempre em frente, sem olhar além da montanha
que gerava a bestialidade
abortava a felicidade
e vingava a luxuria das flores daquele lugar.
onde não se enxergava além de colinas
e não se bebia alem daquelas águas.
haviam sete meninas naquele vilarejo.
uma que era a Violeta,
uma que era o Cravo,
o Ibisco, a Bromélia,
a Margarida, o Anturio
e a Rosa.
das seis primeiras não se esperava nada,
das rosas, a ultima era a mais bonita.
sem cheiro, pobrinha, vesguinha...
a mais bonita.
Rosinha amarelinha, pequena
abundada de ignorância.
sem veste, sem saia, de pé descalço
grosso, feio, imundo de terra
das raízes fracas que a fizeram.
aquela semente rota, sem vida
que pariu a Rosa mais linda, menos amarela...
e ninguém mirava a bela rosa daquele jardim,
e todos miravam a Violeta, instigavam, aguçavam
a Violeta, o Ibisco...
não, a Rosa nunca.
não era vista além daquele vale verde
de terra boa, gente honesta.
que não enxergava, não via,
andava sempre em frente, sem olhar além da montanha
que gerava a bestialidade
abortava a felicidade
e vingava a luxuria das flores daquele lugar.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Puta
Não exijo sentido para a vida palpável. Não quero explicação para a minha vida metafísica. Não acredito em uma só verdade. Desejo apenas que a morte seja rápida, límpida e clara. Desejo apenas que o sofrimento seja pleno enquanto breve. Justificável enquanto justo.
Não aspiro a felicidade pois sei que é um caso impossível. Não vejo no amor um escape para a minha vertigem. Vejo o amor como algo que faz sofrer, faz perder a vida e a vida. Faz esquecer a poesia do corpo, faz lembrar somente de dores, cores impactantes, flores que cheiram ao longe. O amor é a maior injustiça da humanidade. Depositamos em um ser não confiável toda a percepção de beleza da existência.
Não desejo a morte enquanto amo: quero florescer o egoísmo estando perto daquela matéria que me corta a pele a cada vez que a vejo. Lindo, lindo, lindo. E injusto. Incompetente. Hilário, debochado, sarcástico. Sarcástico, sarcástico, sarcástico.
Filosofei por dias e noites. Queimei belas idéias que mudariam o mundo. Fiz de tudo para descobrir apenas que desejo a morte rápida, límpida e clara. Enquanto eu não estiver amando.
Não aspiro a felicidade pois sei que é um caso impossível. Não vejo no amor um escape para a minha vertigem. Vejo o amor como algo que faz sofrer, faz perder a vida e a vida. Faz esquecer a poesia do corpo, faz lembrar somente de dores, cores impactantes, flores que cheiram ao longe. O amor é a maior injustiça da humanidade. Depositamos em um ser não confiável toda a percepção de beleza da existência.
Não desejo a morte enquanto amo: quero florescer o egoísmo estando perto daquela matéria que me corta a pele a cada vez que a vejo. Lindo, lindo, lindo. E injusto. Incompetente. Hilário, debochado, sarcástico. Sarcástico, sarcástico, sarcástico.
Filosofei por dias e noites. Queimei belas idéias que mudariam o mundo. Fiz de tudo para descobrir apenas que desejo a morte rápida, límpida e clara. Enquanto eu não estiver amando.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Conversa de Comadre
De uma conversa fria
Um amor vazio
Um poeminha retrogrado
Da tua vida, sinto falta.
Do teu dia juntado ao meu dia
Da tua alegria
Do teu passado cansado
Da tua vida, sinto falta.
Da blasfêmia e falta de caráter
Dos nervos estourando
As veia tuas, vermelhas
Me queimando...
Da tua vida, sinto falta.
De ver-te assim
Todo nu, desarmado
Na andança das horas
Passando hoje, amanha
Sempre...
Por que da tua vida, sinto falta.
Da tua voz diária
Das tuas mãos de trabalhador
Honesto,
Modesto.
Do teu jeitinho, sinto falta.
Da tua vida também.
Um amor vazio
Um poeminha retrogrado
Da tua vida, sinto falta.
Do teu dia juntado ao meu dia
Da tua alegria
Do teu passado cansado
Da tua vida, sinto falta.
Da blasfêmia e falta de caráter
Dos nervos estourando
As veia tuas, vermelhas
Me queimando...
Da tua vida, sinto falta.
De ver-te assim
Todo nu, desarmado
Na andança das horas
Passando hoje, amanha
Sempre...
Por que da tua vida, sinto falta.
Da tua voz diária
Das tuas mãos de trabalhador
Honesto,
Modesto.
Do teu jeitinho, sinto falta.
Da tua vida também.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Delírio
Eu estou cercado de flores e o meu pé já não se mexe. Acho que me esqueceram nesse quarto de hospital. Para dizer a verdade, eu não sabia que estava no hospital... Acabei de saber quando abri os olhos. Por quanto tempo fiquei aqui? Acredito ser muito tempo. Minhas mãos estão secas e escuras devido a quantidade de pelos que saltam da superfície de meus dedos. Minhas unhas estão amarelas feito papel velho. Estou velho.
Abro a minha boca vagarosamente e escuto o barulho da minha salivação. Sinto a saliva descer pela minha garganta: há muito tempo eu não sentia isso. Será que passei anos sem fumar? Quanto avanço. Chego a conclusão de que estive em coma por algum tempo. Não sei quanto tempo.
Meus braços parecem pesar cerca de dez quilos. Tento levantá-los em vão; a dificuldade é imensa. Noto que suspiro devido ao meu fracasso. Não controlo sequer os movimentos dos meus braços. Será que voltarei a andar, ficar ereto, estralar os dedos? Coisas randômicas que passam despercebidas no meu cotidiano e que agora lembro saudosistamente.
Escuto o som excitante e agudo de salto de mulher. Não estive com muitas mulheres que usavam salto na vida: as mulheres sedutoras jamais olharam pra mim e reciprocamente nunca me chamam a atenção. A enfermeira velha e gorda que some diante do vidro pequeno da minha porta é nada menos excitante do que a minha situação aqui.
Sinto-me morto. Há flores por todos os cantos desse maldito quarto. Pareço estar num cemitério. Um clima odiosamente bucólico instaura-se por aqui. Repudio esse cheiro de mato e coisa da natureza. Quero botar meus pés no chão e ver como anda essa cidade linda e cinza. Mas estou preso dentro de meu próprio corpo. Quando alguém vai abrir essa droga de porta branca? “Enfermeiras, preciso de alta!”
Pouco a pouco começo a lembrar das coisas que eu gosto de fazer quando não estou em coma. Quero ouvir uma musica clássica e beber absinto. Quero ouvir o barulho dos pios da minha cacatua Ana. Quero cortar meus braços e pintar com sangue uma nova tela. Ah, eu amo aquelas pinturas feitas de sangue. Meu DNA perdido no meu trabalho, algo profundo e profano. Quero comer carne vermelha e palitar os dentes. Quero também beber cerveja. Quero fumar muitos cigarros. E que quero rezar para Buda, pois eu acredito nele – um velhinho obeso e simpático.
Uma samambaia ao meu lado. Que grande porcaria essa flor aqui. Qual é a utilidade de uma flor? Isso só pode ter vindo de uma pessoa: meu amigo Pedro. Ele tem essa mania de natureza e de comer porcarias verdes e integrais. Ele anda de chinelo. Quem foi o desgraçado que inventou o chinelo? Calçado ridículo que só serve para mostrar os dedos horrendos das pessoas. Mas voltando ao Pedro: ele anda de chinelo e calça. Sempre que o vejo ele esta com touca e nunca tira os óculos de sol. Nisso nós concordamos. Não existe no mundo nada mais indispensável do que os óculos escuros, mesmo durante a noite. O Pedro gosta de tomar chá e de animais. Eu gosto dos animais que podem estar na minha mesa durante o janta. Exceto a Ana. A Ana é uma cacatua linda. Companheiríssima.
Essa samambaia está olhando para mim. “Planta amaldiçoada, olhe para o outro lado por que você me incomoda.” Ela não para de olhar. A desprezível me encara nos olhos. Ah, se eu pudesse me levantar daqui. Jogaria esse lixo pela janela e gostaria que caísse milimetricamente na cabeça do Pedro. Aquele animal. Aquele hippie imundo.
Onde fora parar aquela vagabunda vestida de enfermeira? Estou sozinho aqui e preciso de uma explicação. Não sinto um bom cheiro vindo de mim: devo estar tão fétido quanto os esquilos do Pedro. Preciso de um banho, uma dose e uma explicação. Não me lembro de nada: sei que sou artista, moro no Alto Ipiranga, tenho uma cacatua linda e um amigo idiota. Quero a minha vida de volta. Bem lembrado: quero uma mulher nua também. Mas para isso preciso saber se ainda consigo ficar ereto.
Abro a minha boca vagarosamente e escuto o barulho da minha salivação. Sinto a saliva descer pela minha garganta: há muito tempo eu não sentia isso. Será que passei anos sem fumar? Quanto avanço. Chego a conclusão de que estive em coma por algum tempo. Não sei quanto tempo.
Meus braços parecem pesar cerca de dez quilos. Tento levantá-los em vão; a dificuldade é imensa. Noto que suspiro devido ao meu fracasso. Não controlo sequer os movimentos dos meus braços. Será que voltarei a andar, ficar ereto, estralar os dedos? Coisas randômicas que passam despercebidas no meu cotidiano e que agora lembro saudosistamente.
Escuto o som excitante e agudo de salto de mulher. Não estive com muitas mulheres que usavam salto na vida: as mulheres sedutoras jamais olharam pra mim e reciprocamente nunca me chamam a atenção. A enfermeira velha e gorda que some diante do vidro pequeno da minha porta é nada menos excitante do que a minha situação aqui.
Sinto-me morto. Há flores por todos os cantos desse maldito quarto. Pareço estar num cemitério. Um clima odiosamente bucólico instaura-se por aqui. Repudio esse cheiro de mato e coisa da natureza. Quero botar meus pés no chão e ver como anda essa cidade linda e cinza. Mas estou preso dentro de meu próprio corpo. Quando alguém vai abrir essa droga de porta branca? “Enfermeiras, preciso de alta!”
Pouco a pouco começo a lembrar das coisas que eu gosto de fazer quando não estou em coma. Quero ouvir uma musica clássica e beber absinto. Quero ouvir o barulho dos pios da minha cacatua Ana. Quero cortar meus braços e pintar com sangue uma nova tela. Ah, eu amo aquelas pinturas feitas de sangue. Meu DNA perdido no meu trabalho, algo profundo e profano. Quero comer carne vermelha e palitar os dentes. Quero também beber cerveja. Quero fumar muitos cigarros. E que quero rezar para Buda, pois eu acredito nele – um velhinho obeso e simpático.
Uma samambaia ao meu lado. Que grande porcaria essa flor aqui. Qual é a utilidade de uma flor? Isso só pode ter vindo de uma pessoa: meu amigo Pedro. Ele tem essa mania de natureza e de comer porcarias verdes e integrais. Ele anda de chinelo. Quem foi o desgraçado que inventou o chinelo? Calçado ridículo que só serve para mostrar os dedos horrendos das pessoas. Mas voltando ao Pedro: ele anda de chinelo e calça. Sempre que o vejo ele esta com touca e nunca tira os óculos de sol. Nisso nós concordamos. Não existe no mundo nada mais indispensável do que os óculos escuros, mesmo durante a noite. O Pedro gosta de tomar chá e de animais. Eu gosto dos animais que podem estar na minha mesa durante o janta. Exceto a Ana. A Ana é uma cacatua linda. Companheiríssima.
Essa samambaia está olhando para mim. “Planta amaldiçoada, olhe para o outro lado por que você me incomoda.” Ela não para de olhar. A desprezível me encara nos olhos. Ah, se eu pudesse me levantar daqui. Jogaria esse lixo pela janela e gostaria que caísse milimetricamente na cabeça do Pedro. Aquele animal. Aquele hippie imundo.
Onde fora parar aquela vagabunda vestida de enfermeira? Estou sozinho aqui e preciso de uma explicação. Não sinto um bom cheiro vindo de mim: devo estar tão fétido quanto os esquilos do Pedro. Preciso de um banho, uma dose e uma explicação. Não me lembro de nada: sei que sou artista, moro no Alto Ipiranga, tenho uma cacatua linda e um amigo idiota. Quero a minha vida de volta. Bem lembrado: quero uma mulher nua também. Mas para isso preciso saber se ainda consigo ficar ereto.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
"e agora
que a vida escapou
você sumiu
pegou o carro e fugiu
saiu
partiu
em mil
o
meu
co
ra
ção.
sem
ação.
sem lentes
sem proteçao
deixou-me aqui
na espera
nua
e
pura
da vida
de querer-te
além de hoje
e como sempre
e
para
sempre...
e para sempre
querendo-te
espero hoje
como esperei ontem
e como vou esperar sempre
sempre
sempre
sem
pre."
que a vida escapou
você sumiu
pegou o carro e fugiu
saiu
partiu
em mil
o
meu
co
ra
ção.
sem
ação.
sem lentes
sem proteçao
deixou-me aqui
na espera
nua
e
pura
da vida
de querer-te
além de hoje
e como sempre
e
para
sempre...
e para sempre
querendo-te
espero hoje
como esperei ontem
e como vou esperar sempre
sempre
sempre
sem
pre."
terça-feira, 16 de novembro de 2010
TÔ BOIOLA HOJE FLW
Às vezes eu me sinto um fantasma/Arrancando flores no jardim/À meia- noite/Penso em você e sigo despedaçando/Pétalas ao vento/Na tempestade/Pétalas vermelhas/Tô com saudade/De você, de você/E as ondas vêm me cobrir na noite escura/E as ondas vêm me cobrir na noite escura/Às vezes eu não sei se é a noite/Ou se é a vontade de te ter agora/Agora/Eu penso em você e sinto a tempestade/Desabar por dentro e por fora/Eu penso em você e sinto toda a vontade do mundo/De te ter agora, agora/Você.../Agora...
você e a noite escura, Lobão
você e a noite escura, Lobão
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
HOJE
Vitor: Vai fazer o ENEM com vontade, Andreza!
Eu: Acende uma velha pra mim! (muitos risos)
Vitor: Beleza, tchau!
andei dois passos e:
Maluco: Por que você pediu pra ele acender uma vela pra você?
Eu: Pra passar no vestibular...
Maluco: Mas isso adianta pra você?
Eu: Eu falei brincando, não acredito em vela.
Maluco: Mas velas tem uma energia, ce sabe né... elas tem luz...
Eu: Tem luz... e energia eu não sei se tem, não acredito nisso.
Maluco: Nisso em que? Você não acredita em nada superior a você?
Eu: Não...
Maluco: Em nada além da carne, da terra?
Eu: Não...
Maluco: Então você não acredita em Jesus Cristo, Deus...?
Eu: Não.
Maluco: Nossa! Mas Deus me pois no seu caminho agora, você não acha?
Eu: Não...
Maluco: Mas ele pois... Tem algo superior a nós... Eu to aqui pra te dar mais conhecimento... As pessoas precisam amar mais, sabia?
Eu: É, eu também acho que a gente tem que amar mais... Eu acredito no amor.
Maluco: É, eu também. Você tem que se preocupar menos com a vida que a sociedade te impõe por que eles querem te ver no fogo.
Eu: É mesmo...
Maluco: E olha que quem tá te falando isso é só um Maluco...
Eu: Maluca sou eu, pensando no vestibular. Valeu, Maluco.
Dei as maos pra ele e sai.
Eu: Acende uma velha pra mim! (muitos risos)
Vitor: Beleza, tchau!
andei dois passos e:
Maluco: Por que você pediu pra ele acender uma vela pra você?
Eu: Pra passar no vestibular...
Maluco: Mas isso adianta pra você?
Eu: Eu falei brincando, não acredito em vela.
Maluco: Mas velas tem uma energia, ce sabe né... elas tem luz...
Eu: Tem luz... e energia eu não sei se tem, não acredito nisso.
Maluco: Nisso em que? Você não acredita em nada superior a você?
Eu: Não...
Maluco: Em nada além da carne, da terra?
Eu: Não...
Maluco: Então você não acredita em Jesus Cristo, Deus...?
Eu: Não.
Maluco: Nossa! Mas Deus me pois no seu caminho agora, você não acha?
Eu: Não...
Maluco: Mas ele pois... Tem algo superior a nós... Eu to aqui pra te dar mais conhecimento... As pessoas precisam amar mais, sabia?
Eu: É, eu também acho que a gente tem que amar mais... Eu acredito no amor.
Maluco: É, eu também. Você tem que se preocupar menos com a vida que a sociedade te impõe por que eles querem te ver no fogo.
Eu: É mesmo...
Maluco: E olha que quem tá te falando isso é só um Maluco...
Eu: Maluca sou eu, pensando no vestibular. Valeu, Maluco.
Dei as maos pra ele e sai.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
"I said so, NIRVANA"
Ouvir Nirvana, me faz sentir uma plenitude que jamais alcanço. Tento atraves da leitura e do cinema, mas não chega perto. Ouvir os gritos de Kurt Cobain me faz ser parte dele. Entendo o desespero daquele corpo. Sinto a emoção que ele sentia naquela hora, imagino a sua pessoa e penso nele como algo que jamais morrerá. Sinto o Kurt ao meu lado todas as vezes que o escuto.
Encontrar o Nirvana, é ouvir NIRVANA.
(...)
Se eu pudesse agradecer algum inventor importante, agradeceria ao criador da musica. Não sei como aconteceu: se ele criou a melodia ou a letra antes, ou só a melodia, ou a letra e melodia juntos. É algo que já não importa. Não agradeceria ao inventor do fogo, nem da roda, nem do telefone. Beijaria os pés do criador (ou criadora) da música.
Encontrar o Nirvana, é ouvir NIRVANA.
(...)
Se eu pudesse agradecer algum inventor importante, agradeceria ao criador da musica. Não sei como aconteceu: se ele criou a melodia ou a letra antes, ou só a melodia, ou a letra e melodia juntos. É algo que já não importa. Não agradeceria ao inventor do fogo, nem da roda, nem do telefone. Beijaria os pés do criador (ou criadora) da música.
domingo, 10 de outubro de 2010
Exatamente, agora. Agora eu deveria estar dormindo. Mas estou aqui, pensando em como fugir das memórias que corroem minha mente. As malditas memórias.
Foi na semana passada. Semana passada eu quebrei mais um coração – é como eu disse: eu não amo ninguém, não quero bem a ninguém.
Estávamos eu e Katherine no quarto. Desfrutavamos de uma bela noite de amor: somente eu e aquela linda jovem. Supus que ela devesse saber minhas intenções, mas não sabia – ou pelo menos fingia não saber. Não me comovi e quebrei o coração dela. Quebrei em mil pedaços e joguei pela janela aos ventos, para que jamais voltassem a tirar minha paz.
Até agora não posso imaginar o que aquela exuberante inglesa de 17 anos quereria com um homem de meu tipo.
Ela encontrou-me num bar, o Vernita Club, quinta passada. Eu acabara de sair do expediente, e como de habito, estava somente esperando para tomar uma boa dose de uísque. Acendi um cigarro e ela apareceu. Estava vestida com uma calça jeans e uma blusa preta que salientava o busto. Pediu para sentar-se ao meu lado e eu concordei. Conversamos por um bom tempo. Eu estava auspicioso por uma companhia. Clamava por distração. Não dotei da astucia necessária para perceber que tratava-se de uma criança precoce. Katherine não era nada alem de uma criança carente e precoce.
Levei-a até meu apartamento, transamos e depois do ato fui ao banho. Ao sair, percebi que ela ainda não estava trocada e perguntei o que ela fazia em minha cama. Creio que a moça não tenha entendido, que, para mim, ela era apenas um objeto de desejo. Pedi para que se levantasse e vestisse sua roupa novamente. Ela caiu em prantos e me fez mil perguntas do tipo “Por que eu estaria agindo daquele modo com uma inocente menina de 17 anos?”. Não respondi, e as únicas palavras que saíram de minha boca foram: “Você precisa de um pai, não de um penis.”
Ela correu, batendo a porta.
Foi na semana passada. Semana passada eu quebrei mais um coração – é como eu disse: eu não amo ninguém, não quero bem a ninguém.
Estávamos eu e Katherine no quarto. Desfrutavamos de uma bela noite de amor: somente eu e aquela linda jovem. Supus que ela devesse saber minhas intenções, mas não sabia – ou pelo menos fingia não saber. Não me comovi e quebrei o coração dela. Quebrei em mil pedaços e joguei pela janela aos ventos, para que jamais voltassem a tirar minha paz.
Até agora não posso imaginar o que aquela exuberante inglesa de 17 anos quereria com um homem de meu tipo.
Ela encontrou-me num bar, o Vernita Club, quinta passada. Eu acabara de sair do expediente, e como de habito, estava somente esperando para tomar uma boa dose de uísque. Acendi um cigarro e ela apareceu. Estava vestida com uma calça jeans e uma blusa preta que salientava o busto. Pediu para sentar-se ao meu lado e eu concordei. Conversamos por um bom tempo. Eu estava auspicioso por uma companhia. Clamava por distração. Não dotei da astucia necessária para perceber que tratava-se de uma criança precoce. Katherine não era nada alem de uma criança carente e precoce.
Levei-a até meu apartamento, transamos e depois do ato fui ao banho. Ao sair, percebi que ela ainda não estava trocada e perguntei o que ela fazia em minha cama. Creio que a moça não tenha entendido, que, para mim, ela era apenas um objeto de desejo. Pedi para que se levantasse e vestisse sua roupa novamente. Ela caiu em prantos e me fez mil perguntas do tipo “Por que eu estaria agindo daquele modo com uma inocente menina de 17 anos?”. Não respondi, e as únicas palavras que saíram de minha boca foram: “Você precisa de um pai, não de um penis.”
Ela correu, batendo a porta.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Primeiramente são feitas juras que propõem amor eterno. Depois vem uma alegria e afago maravilhosamente fadados a um conforto mutuo, lindo. Quando se volta para a Terra, percebe-se que não há saída para um caso de amor. O amor é um caso encerrado, um problema sem solução.
Aceitar que se ama não é gratificante e causa medo, porém, uma vez aceito, o amor passa a fazer parte de um cotidiano paralelo a vida real apenas por tomarmos conformidade de que estamos amando. Percebi que amava quando aprendi a conviver com isso e com a dificuldades que tal situação me trazia. Percebi que amava quando vi que não havia motivo para amar, apenas evidencias claramente expostas provando que esse amor era feio e canceroso.
Quando eu era uma pessoa apaixonada, tão e somente apaixonada, não dotava de conforto algum para a relação com aquele individuo: não queria explicações e tampouco queria aceitar a distancia e o frio que eu sentia. Hoje sou uma amante. Sei que não posso amá-lo e que sofro por isso, mas aceito a minha condição, severa e bruta, de amante inconstante.
Aceitar que se ama não é gratificante e causa medo, porém, uma vez aceito, o amor passa a fazer parte de um cotidiano paralelo a vida real apenas por tomarmos conformidade de que estamos amando. Percebi que amava quando aprendi a conviver com isso e com a dificuldades que tal situação me trazia. Percebi que amava quando vi que não havia motivo para amar, apenas evidencias claramente expostas provando que esse amor era feio e canceroso.
Quando eu era uma pessoa apaixonada, tão e somente apaixonada, não dotava de conforto algum para a relação com aquele individuo: não queria explicações e tampouco queria aceitar a distancia e o frio que eu sentia. Hoje sou uma amante. Sei que não posso amá-lo e que sofro por isso, mas aceito a minha condição, severa e bruta, de amante inconstante.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Os teus olhos - Florbela Espanca
O Céu azul, não era
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.
Um dia, fez Deus uns olhos
Tão azuis como esses teus,
Que olharam admirados
A taça branca dos céus.
Quando sentiu esse olhar:
“Que doçura, que primor!”
Disse o céu, e ciumento,
Tornou-se da mesma cor!
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.
Um dia, fez Deus uns olhos
Tão azuis como esses teus,
Que olharam admirados
A taça branca dos céus.
Quando sentiu esse olhar:
“Que doçura, que primor!”
Disse o céu, e ciumento,
Tornou-se da mesma cor!
Meire
A velocidade é de cento e trinta quilometros por hora. No rádio pode-se ouvir os resultados das eleiçoes: Goiás e Distrito Federal basicamente em segundo turno. Para presidente nada foi decidido ainda. Talvez Dilma, talvez segundo turno. Ainda não opino sobre o meu voto caso aja, de fato, um segunto turno. Penso apenas no dia e nos acontecimentos. Hora injustos, hora corriqueiros. "Coisas da vida..."
Nascida, vivida, mãe de quatro filhas. Todas mulheres, saudáveis, lindas e independentes. Três netos. Um, adotivo. Uma vida de batalhas e suor. Desfaleceu e acabou por baixo da terra como uma semente gigante plantada. Quais frutos ela gerará? Acredito que será um fruto chamado lembrança. A vida de uma mulher de sessenta e dois anos causará lembranças nostalgicas e saudosistas após sua morte.
A doença é injusta assim como a vida. A morte nada mais é do que a última parte da vida. Vida: nascimento, cuidados, responsabilidades, sofrimento, cabelos brancos, doenças, e por fim, a "indesejada das gentes". Qual é o sentido de um corpo que envolve outros vários corpos por determinado periodo de tempo? Até ontem ela era uma vida e agora é uma morte. Não passa de um pedaço de carne vestido com seu melhor traje dentro de uma caixa de madeira. Pelo menos conta com a sombra de uma árvore. E logo ela será uma árvore. Que dará certos frutos chamados lembranças.
Todos se lembrarão dela como uma mulher fantastica. Passarão a saber disso quando não puderem chamar seu nome e nem contar com a sua presença ou palavras. A existencia é assim. Passamos pela vida e enquanto seres vivos causamos dores. Na morte, não encomodamos e passamos a ser apenas lembranças pelas nossas boas características. A tristeza é recorrente quando a genialidade só é percebida no dia em que nao pode mais ser exercitada: Nietzsche sempre disse que seus livros seriam lidos no século XXI. Suas idéias incriveis só são valorizadas hoje por aqueles marginais iconoclastas e sensiveis ao extremo. Friedrich Nietzsche morreu sem saber de sua importancia. Hoje ele é importante e em vida foi nada menos que um lunático bigodudo.
A vida é um drama, uma ópera triste.
Assim aconteceu com ela.
Assim acontecerá comigo. E com você.
Nascida, vivida, mãe de quatro filhas. Todas mulheres, saudáveis, lindas e independentes. Três netos. Um, adotivo. Uma vida de batalhas e suor. Desfaleceu e acabou por baixo da terra como uma semente gigante plantada. Quais frutos ela gerará? Acredito que será um fruto chamado lembrança. A vida de uma mulher de sessenta e dois anos causará lembranças nostalgicas e saudosistas após sua morte.
A doença é injusta assim como a vida. A morte nada mais é do que a última parte da vida. Vida: nascimento, cuidados, responsabilidades, sofrimento, cabelos brancos, doenças, e por fim, a "indesejada das gentes". Qual é o sentido de um corpo que envolve outros vários corpos por determinado periodo de tempo? Até ontem ela era uma vida e agora é uma morte. Não passa de um pedaço de carne vestido com seu melhor traje dentro de uma caixa de madeira. Pelo menos conta com a sombra de uma árvore. E logo ela será uma árvore. Que dará certos frutos chamados lembranças.
Todos se lembrarão dela como uma mulher fantastica. Passarão a saber disso quando não puderem chamar seu nome e nem contar com a sua presença ou palavras. A existencia é assim. Passamos pela vida e enquanto seres vivos causamos dores. Na morte, não encomodamos e passamos a ser apenas lembranças pelas nossas boas características. A tristeza é recorrente quando a genialidade só é percebida no dia em que nao pode mais ser exercitada: Nietzsche sempre disse que seus livros seriam lidos no século XXI. Suas idéias incriveis só são valorizadas hoje por aqueles marginais iconoclastas e sensiveis ao extremo. Friedrich Nietzsche morreu sem saber de sua importancia. Hoje ele é importante e em vida foi nada menos que um lunático bigodudo.
A vida é um drama, uma ópera triste.
Assim aconteceu com ela.
Assim acontecerá comigo. E com você.
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