sexta-feira, 3 de julho de 2009


Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family, Choose a fucking big television, Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers.Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"um dia depois, não me vire as costas. salvemos nós dois: tudo vira bosta!"

e qual é o segredo para viver bem? como podemos manter relações e sermos bem sucedidos nelas?
não vejo nenhuma teoria inteiramente confiável, mas tenho algumas suposições que me aprecem coerentes.
todas as pessoas que habitam o planeta azul dotam de mentes totalmente adversas, não existem sequer, dois seres que agreguem a proeza de terem pensamentos completamente iguais. não existe de fato gente transparente, autruista.
nós, humanos, temos a péssima mania de exigir do outro aquilo que faríamos por ele: bingo! falhamos mais uma vez.
de repente, aquilo que foi dito a um minuto atrás, foi de extrema importância para a sua vida, mas não para a dele. provavelmente o seu interlocutor tem mais ideias do que aquela "frase de efeito" que você disse para impressiona-lo e elaborou com tanto esforço.
precisamos esperar do outro aquilo que sabemos - e temos certeza - que ele pode nos oferecer. viver assim seria completamente mais fácil e menos tortuoso do que o caminho que escolhemos.
nascemos sendo mártires e vivemos assim. as vezes esquecemos do simples detalhe: é melhor ser o culpado. uma vez que a culpa é sua, o controle é seu. quando o controle é seu,
VOCÊ pode mudar a situação.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sairia do trabalho as 7 naquele dia e iria direto para a casa como fazia todos os dias. Aquele dia a rotina havia esquecido de exercer sua função, e o carro também. A rotina não exercera por que o carro não o fez anteriormente.
Viu o primeiro táxi amarelo, fez sinal ao motorista mas o miserável recusou-se a parar.
Ele estava faminto, almoçara as duas da tarde, aquela reunião inacabável e tortuosa demorou a acabar.
Tinha mulher e filhos em casa esperando para o jantar; de certo ele chegaria, beijaria a esposa, abraçaria os filhos e leria o jornal com noticias bombásticas.
Mas o destino mudou a rota. Ele então entrou no onibus - não estava acostumado ver tanta gente "diferente" - e quase caiu com o balanço daquele transporte sujo e velho. Mas bastou um olhar para o resto do dia transformar-se na mais bela ópera.
Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundíssimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!

- Augusto dos Anjos

terça-feira, 30 de junho de 2009

existem dois tipos de pessoas no mundo: os preocupados, e os alienados.
ser aparentemente "bem resolvido" socialmente é um troféu a ser carregado por todos os seres humanos normais. afinal, já dizia o mestre "é impossível ser feliz sozinho". mas irrevogavelmente, a felicidade só é encontrada quando estamos completamente sozinhos, diante de nosso corpo e alma.

seja inteligente, ou seja gostosa (o): mentira!
mas geralmente as gostosas são as "loiras burras", "marias gasolina", siliconadas... tamanha ignorância, Deus! "afasta de mim esse cálice!". já as inteligentes tem umas gordurinhas sobrando, filosofam demais e se preocupam demais. "sai dessa menina, você é melhor do que imagina." garanto que você geme melhor e não tem hora para parar de ser feliz... tira essa mascara!

que puta escolha a se fazer... as vezes escolhemos sermos bonitos, bêbados e pagodeiros. outras optamos por ouvir boa musica, ler jornais e usar tênis por todo o tempo.

sinceramente não sei qual é a melhor saída.
"tô encurralada!"

seja gostosa, ou morra sozinha.

sábado, 27 de junho de 2009

Em 2005 ele chegou. A principio era Nicolas. A irmãzinha dele era Nicole, e como eram gêmeos, seriam Nicole e Nicolas. Mas a casa era de uma família corinthiana, e então o mais novo “bebê” tornou-se Tevez. E o nome combinou com ele... Tevez era doidinho, fazia barbaridades. Corria, chorava... Trombava em tudo! Era mimado por todos naquele lar, que desde então passou a ser dele também. Tico, Chico, Titico, Príncipe, Pitiquinho... Quando a gente se depara com uma vidinha daquelas olhando nos nossos olhos tentando dizer “eu te amo e preciso de você”, a razão desce pelo ralo junto com a tristeza e ficamos bobos; cegos de amor.
Ele enfrentou alguns problemas de saúde: era hipertenso, tinha hepatite e problemas estomacais. Mas nunca foi um mau cachorro. Adorava comer comida de gente. Latia feito louco toda manhã. Não gostava de colo e ficava rabugento quando o pegávamos. Mas se estivéssemos cabisbaixos, ele era o primeiro a pular e lamber o nosso rosto “vou estar aqui sempre, meus donos”.
Ao contrario da Nick, ele nunca fazia desaforos. Já ficamos muito bravos com ele: ninguém gosta de ter um lixo revirado no meio da cozinha. Mas ele estava sempre lá, a sorriamos todas as vezes que notávamos a presença dele.

Semana passada compramos uma roupinha azul, e tinha uma toquinha. Era uma espécie de “moleton”, para que ele não passasse frio. Ele ficava lindo vestido daquele jeito... Estava sempre lindo. E nos seus últimos dias, ele estava diferente, parecia saber que viria nos deixar.
Sexta feira, três horas da tarde, e ele foi atropelado... Eu e meu pai lutamos junto com ele, até chegarmos ao hospital de uma cidade vizinha. Fizemos 70 km em 20 minutos. Aquela vida dependia mais do que nunca da nossa ajuda esforço. O tempo foi nosso inimigo, e ele se foi. Porém foi dignamente, partiu como herói. Um verdadeiro campeão: lutou até seu ultimo suspiro. Ouvia seu nome, e latia para responder nosso chamado. Mas ele era pequeno, frágil e indefeso.
Agora, o Tevez é uma estrela, um anjo, um protetor... Não sei ao certo, mas ele fará uma falta imensa.

Tico, nós te amamos, e sempre vamos te amar. Sua irmã, Nick e o seu “irmãozão”, Léo irão sentir sua falta demasiadamente.
O “papai, mamãe, tato e tata” sofrerão bastante, mas é assim que acontece quando um ser especial parte.
(Hoje eu tenho certeza que a saudade é o pior sentimento que existe.)
1958-2009

:(

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tamanha hipocrisia esses bichos que se dizem "transparentes, justos e confiáveis". Esse grupinho de não-falsos, não severos... me irrita!
Não há no mundo uma só pessoa que tenha sido contraditória perante seus princípios, que não tenha negado a sua identidade na intenção de evitar um conflito. Vivemos num mundo a base de trocas: te dou o meu carinho e você me enche de atenção. Qual é...?
Se há algo que aprendi foi que a minha hipocrisia só me levaria a retalhar minhas virtudes. Questão: sou falsa, dissimulada, irritante durante todo o tempo. Aliás, falsa eu acho que não... Será que sabem diferenciar falsidade de ironia? É bom saber que as pessoas pensam que eu estou sempre brincando com elas... Vomito todo o meu veneno na cara, e elas acham que é "brincadeirinha". Afinal, conviver comigo deve ser difícil...
Eu procuro sempre um jeito de me safar das complicações. Prefiro que me amem. Adoro controlar a tudo e todos mesmo... E não gosto de gastar tempo e energia combatendo com as filosofias de gente hipócrita e de falsa moral.
Ajudo quem for preciso, e não sapateio em meio a tragédia alheia. Tudo bem, só as vezes... Mas somente enquanto isso não me prejudicar, e, de fato, ao próximo.
Tenho gente me cercando o tempo todo, e elas me adoram. Adoram a minha transparência, e eu adoro observa-las tentando capsiosamente serem reciprocas em relação a isso.
Concluindo: vivemos no mundo do interesse. Você faz a sua imagem.
Desonestidade? Não, isso não é a minha praia... Muita credibilidade? Pode ser...
Hey! Hey!
What the hell's going on here?
You stole my story.
Well?
I'm sorry. Do l...?
- I don't know you.
- I know that.
That doesn't matter.
I know you, Mr. Rainey, that's what matters.
You stole my story.
You're mistaken.
I don't read manuscripts.
You read this one already.
You stole it.
DESABAFO:

eu não sei se alguém já quis tanto alguma coisa a ponto de quase morrer de medo de não alcança-la. mesmo que sejamos repletos de virtudes, a insegurança acaba tomando nossa mente como garantia de troca para momentos decisivos.
a não obrigatoriedade para diploma de jornalista passou, no primeiro momento, uma impressão de tristeza e revolta. no segundo momento, de desespero. no terceiro, tive gana.
já pensei em exercer inúmeras profissões, porém, hoje, só me vejo "jornalistando". terei as dificuldades dobradas para alcançar a plenitude na minha vida profissional: agora não basta ser formado. tem que ser bom. excelente, na realidade.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"felicidade"

tem dias que acontecem assim: a gente acorda as 6:00, toma banho frio, come uma bolacha maisena seca, pisa na merda quando desce do carro, erra 9 de 10 questões da prova, e, para ajudar, lembra que deu uma trepada infeliz na noite passada. tudo bem, "tem dias que de noite é assim".
ainda que o meu ego seja inflado e minha vida seja uma mentira, eu digo e repito: existem dois tipos de pessoas no mundo. Eu, e as outras.
"É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil."
Friedrich Nietzsche

sábado, 20 de junho de 2009

"- Eu tava ali, e eu disse.
"Não me interessa o que você disse, não me interessa mais..." Ela coçava a cabeça, batia os pés do chão de taco, olhava o lustre, contava até 10. Era insensatez demais para uma só pessoa. Qual era o motivo da farsa, pirraça? "E o que mais? Qual é a boa da noite?"
- Eu nunca cavei uma fossa para você se afundar, Julia. O problema é que você nunca vai encontrar ninguém a sua altura... Seus olhos nunca olham para baixo, e os meus vivem sempre em cima.
Julia não queria ouvir mais as verdade perturbadoras do marido, pegou a bolsa e os óculos e desceu no elevador. De nada mais interessava. O amor dos filhos que ainda não chegaram, o amor do poodle mimado, das amigas peruas. Nada importava naquela tarde fria em Londres."

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"A professora, doutora pela Universidade de Grenoble (França), diz que hoje é um dia de luto para os jornalistas e também para a sociedade. "Eu nunca vi engenheiros, médicos, advogados e arquitetos decidirem que não precisam de formação. Eu falo de exercício profissional, não de liberdade de expressão, como está se confundindo", afirma."
(Folha de São Paulo, 18/06/09)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"mulher é bicho esquisito: todo mês sangra."

e antes de sangrar, a mulher passa por uma prova de fogo, questão de vida ou morte - tendenciando sempre a morte.
de fato eu adoro chocolates, sorvete, pizza, refrigerante. não me envergonho. odeio academia, sol e praia. mas usar um biquíni minúsculo e ver alguns homens olhando de modo que a minha auto estima fique elevadíssima não seria ruim. pena que eu odeio piscina também.
não preciso esconder as gordurinhas localizadas na perna, nos braços, e nem as insistentes espinhas - malditas espinhas.
não posso submeter-me ao sofrimento de acordar 30 minutos mais cedo para escovar o cabelo. morro de sono, sou mole, desligada e preguiçosa. nesses dias antes do "sangramento" então... tenho preguiça até de respirar.
não troco uma madrugada com o silencio do lar, bons filmes, pizza esquentada e um litro de coca-cola por uma noite agitada em meio a amigos. queria ter esse prazer: estaria em pé, suando, e gastando calorias pois não bebo e dificilmente como fora de casa: sou vegetariana.
ao entrar num shopping, fico deslumbrada com as roupas maravilhosas de grifes esplendorosas. mas se me vejo com 100 reais, compro dois livros e não uma calça. livrarias e lojas de discos me encantam. não que eu seja estudiosa; longe de mim! a minha maior nota em matemática é 1, esporadicamente vem um suado 2,5. não me garanto nem mesmo em redação, apesar de amar escrever e ter ótimas ideias. me pego de mãos atadas perante uma folha de papel.
na verdade, penso que não trocaria o meu cérebro pelo de ninguém. as vezes fico com medo - um medo tolo - de que nenhuma pessoa me deseje mais. que loucura... os homens que eu quero são pouquíssimos. não tem um corpo bonito, muito menos roupas da moda...
o que é isso... cada um tem "a sua hora e sua vez". certas pessoas devem ter problemas maiores que os meus, e com um pouco de esforço a minha vida seria perfeita. pena que sou como sou. afinal, o mais desrespeito do mundo é negar a própria identidade.

"Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo os meus sonhos." - Sérgio Vaz.