quarta-feira, 18 de julho de 2012
Um boa bunda
terça-feira, 17 de julho de 2012
Sobretudo, gosto de você
sábado, 14 de julho de 2012
Como tomar um ônibus
quinta-feira, 12 de julho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
"é o que fez a liberdade,
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valter hugo mãe, a máquina de fazer espanhóis.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Ligia
domingo, 20 de maio de 2012
Volver a los 17
terça-feira, 15 de maio de 2012
Flácida
domingo, 13 de maio de 2012
Preenchidas pelo vazio
quinta-feira, 10 de maio de 2012
"O virtuoso não experimenta a necessidade de dominar-se"
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ollie
quinta-feira, 26 de abril de 2012
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . VERMELHO
domingo, 22 de abril de 2012
Amor punk
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Vazou pelas calcinhas
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Mestre
segunda-feira, 26 de março de 2012
Triste é ter certeza
Não suporto fluidos, suposições ou pressupostos. Sinto medo de acreditar que o mundo é menos químico do que penso em relação a quantidade de forças que sinto escorrer entre meus dedos como se fosse mera água para sedentos. Esvai-se justamente com a minha compaixão para com aqueles que amo, pois não sei o motivo de amá-los – são todos tão monstruosos quanto o meu rosto refletido num banheiro de bar onde o mijo afoga meus pés sem qualquer resquício de piedade. São todos tão solúveis quanto o caráter dos governantes que ouso blasfemar por puro esporte e exercício de uma indignação chata e sem retorno. Sinto como se toda explicação (ou tentativa de) fosse inútil, pois a dor que me assola miseravelmente parece não escutar palavras. Jogadas, ou não.
Triste é ter certeza.
Saber que nada será diferente do que é agora e que a morte é uma parábola entre o tempo e o espaço de uma vida mal aproveitada. Saber que a paciência acaba e que as pessoas defecam através de olhares intimidadores que boicotam a esperança alheia sem nenhum motivo aparente. Devoram o luxo que consomem, cuidam de seus corpos e pensam estarem felizes por que aceitam conviver num esgoto recorrente.
Não fecho os olhos, pois sinto o peso nas costas.
Não faço diferença, pois não tenho coragem.
Sigo, observando formigas trabalhadoras que desejam mais agonia à medida que cada sol nasce mais quente. Inventam novos seios para embelezarem aqueles velhos caídos. Implantam novas carnes para que um pau (puro símbolo fálico, escorregadio e sadio) seja uma arma. Comem a lavagem que é proporcionada com a boca aberta e as mãos imundas. Feios e escrotos desde dentro, representando isso para fora.
Sinto-me a vontade para dizer que desejo a morte imediata de cada ser humano habitante da Terra.
(o receio não existe)




