quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"I said so, NIRVANA"

Ouvir Nirvana, me faz sentir uma plenitude que jamais alcanço. Tento atraves da leitura e do cinema, mas não chega perto. Ouvir os gritos de Kurt Cobain me faz ser parte dele. Entendo o desespero daquele corpo. Sinto a emoção que ele sentia naquela hora, imagino a sua pessoa e penso nele como algo que jamais morrerá. Sinto o Kurt ao meu lado todas as vezes que o escuto.

Encontrar o Nirvana, é ouvir NIRVANA.

(...)

Se eu pudesse agradecer algum inventor importante, agradeceria ao criador da musica. Não sei como aconteceu: se ele criou a melodia ou a letra antes, ou só a melodia, ou a letra e melodia juntos. É algo que já não importa. Não agradeceria ao inventor do fogo, nem da roda, nem do telefone. Beijaria os pés do criador (ou criadora) da música.

domingo, 17 de outubro de 2010

Tudo eu.

O meu tipo de guerra não tem fim. E o meu tipo de batalha só eu sei vencer.

domingo, 10 de outubro de 2010

Exatamente, agora. Agora eu deveria estar dormindo. Mas estou aqui, pensando em como fugir das memórias que corroem minha mente. As malditas memórias.
Foi na semana passada. Semana passada eu quebrei mais um coração – é como eu disse: eu não amo ninguém, não quero bem a ninguém.

Estávamos eu e Katherine no quarto. Desfrutavamos de uma bela noite de amor: somente eu e aquela linda jovem. Supus que ela devesse saber minhas intenções, mas não sabia – ou pelo menos fingia não saber. Não me comovi e quebrei o coração dela. Quebrei em mil pedaços e joguei pela janela aos ventos, para que jamais voltassem a tirar minha paz.

Até agora não posso imaginar o que aquela exuberante inglesa de 17 anos quereria com um homem de meu tipo.

Ela encontrou-me num bar, o Vernita Club, quinta passada. Eu acabara de sair do expediente, e como de habito, estava somente esperando para tomar uma boa dose de uísque. Acendi um cigarro e ela apareceu. Estava vestida com uma calça jeans e uma blusa preta que salientava o busto. Pediu para sentar-se ao meu lado e eu concordei. Conversamos por um bom tempo. Eu estava auspicioso por uma companhia. Clamava por distração. Não dotei da astucia necessária para perceber que tratava-se de uma criança precoce. Katherine não era nada alem de uma criança carente e precoce.

Levei-a até meu apartamento, transamos e depois do ato fui ao banho. Ao sair, percebi que ela ainda não estava trocada e perguntei o que ela fazia em minha cama. Creio que a moça não tenha entendido, que, para mim, ela era apenas um objeto de desejo. Pedi para que se levantasse e vestisse sua roupa novamente. Ela caiu em prantos e me fez mil perguntas do tipo “Por que eu estaria agindo daquele modo com uma inocente menina de 17 anos?”. Não respondi, e as únicas palavras que saíram de minha boca foram: “Você precisa de um pai, não de um penis.”

Ela correu, batendo a porta.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Primeiramente são feitas juras que propõem amor eterno. Depois vem uma alegria e afago maravilhosamente fadados a um conforto mutuo, lindo. Quando se volta para a Terra, percebe-se que não há saída para um caso de amor. O amor é um caso encerrado, um problema sem solução.

Aceitar que se ama não é gratificante e causa medo, porém, uma vez aceito, o amor passa a fazer parte de um cotidiano paralelo a vida real apenas por tomarmos conformidade de que estamos amando. Percebi que amava quando aprendi a conviver com isso e com a dificuldades que tal situação me trazia. Percebi que amava quando vi que não havia motivo para amar, apenas evidencias claramente expostas provando que esse amor era feio e canceroso.

Quando eu era uma pessoa apaixonada, tão e somente apaixonada, não dotava de conforto algum para a relação com aquele individuo: não queria explicações e tampouco queria aceitar a distancia e o frio que eu sentia. Hoje sou uma amante. Sei que não posso amá-lo e que sofro por isso, mas aceito a minha condição, severa e bruta, de amante inconstante.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Começava a escurecer, mas, agora, de nenhuma noite teria medo, se tão negra é a que leva dentro de si."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os teus olhos - Florbela Espanca

O Céu azul, não era
Dessa cor, antigamente;
Era branco como um lírio,
Ou como estrela cadente.

Um dia, fez Deus uns olhos
Tão azuis como esses teus,
Que olharam admirados
A taça branca dos céus.

Quando sentiu esse olhar:
“Que doçura, que primor!”
Disse o céu, e ciumento,
Tornou-se da mesma cor!

Meire

A velocidade é de cento e trinta quilometros por hora. No rádio pode-se ouvir os resultados das eleiçoes: Goiás e Distrito Federal basicamente em segundo turno. Para presidente nada foi decidido ainda. Talvez Dilma, talvez segundo turno. Ainda não opino sobre o meu voto caso aja, de fato, um segunto turno. Penso apenas no dia e nos acontecimentos. Hora injustos, hora corriqueiros. "Coisas da vida..."
Nascida, vivida, mãe de quatro filhas. Todas mulheres, saudáveis, lindas e independentes. Três netos. Um, adotivo. Uma vida de batalhas e suor. Desfaleceu e acabou por baixo da terra como uma semente gigante plantada. Quais frutos ela gerará? Acredito que será um fruto chamado lembrança. A vida de uma mulher de sessenta e dois anos causará lembranças nostalgicas e saudosistas após sua morte.

A doença é injusta assim como a vida. A morte nada mais é do que a última parte da vida. Vida: nascimento, cuidados, responsabilidades, sofrimento, cabelos brancos, doenças, e por fim, a "indesejada das gentes". Qual é o sentido de um corpo que envolve outros vários corpos por determinado periodo de tempo? Até ontem ela era uma vida e agora é uma morte. Não passa de um pedaço de carne vestido com seu melhor traje dentro de uma caixa de madeira. Pelo menos conta com a sombra de uma árvore. E logo ela será uma árvore. Que dará certos frutos chamados lembranças.

Todos se lembrarão dela como uma mulher fantastica. Passarão a saber disso quando não puderem chamar seu nome e nem contar com a sua presença ou palavras. A existencia é assim. Passamos pela vida e enquanto seres vivos causamos dores. Na morte, não encomodamos e passamos a ser apenas lembranças pelas nossas boas características. A tristeza é recorrente quando a genialidade só é percebida no dia em que nao pode mais ser exercitada: Nietzsche sempre disse que seus livros seriam lidos no século XXI. Suas idéias incriveis só são valorizadas hoje por aqueles marginais iconoclastas e sensiveis ao extremo. Friedrich Nietzsche morreu sem saber de sua importancia. Hoje ele é importante e em vida foi nada menos que um lunático bigodudo.

A vida é um drama, uma ópera triste.

Assim aconteceu com ela.

Assim acontecerá comigo. E com você.