quarta-feira, 13 de abril de 2011

V. M. Gárchin

''(...)

Semión ficou pensativo.
- Não sei, mano, diz ele, talvez seja assim, mas se é assim, é porque há uma ordem de Deus para isso.
- Pois se é assim, diz Vassíli, então nós dois não temos nada para conversar. Se vamos jogar toda e qualquer barbaridade nas costas de Deus, e a gente mesmo fica sentado, aguentando, então isso, mano, não é ser gente, mas gado. É o que tenho a dizer.
Voltou-se e foi embora sem se despedir. Semión também se ergueu. (...) ''

-de O Sinal, de Gárchin.

Na escuridão a vida chama a gente

O perigo vira brilho no olho

De qualquer criança mal acostumada

Com as necessidades da vida.

E a noite foi um bebe em crise

No auge de sua áurea infantil

Chorou hoje e chorou sempre

Chora todas as noites, vive descontente...

Os males daquela noite clamavam

Por mais álcool, por mais drogas

Por menos vícios e menos jogos

E clamavam para a felicidade

De um grupo de amigos num forno

De intensidade, felicidade

Musica do ar, amor jogado

E a vida fez-se bela...



- Tê, Circo

11/04/11